18 September 2006

Quem disse que apenas os grandes podem vencer?

O desconhecido Bede Durbidge fez história ao ganhar o Boost Mobile... É a nova geração a mostrar as garras! (Photo: ASP/Covered Images)


Um acontecimento mexeu no passado fim-de-semana com o mundo do surf: a vitória de Bede Durbidge do Boost Mobile Pro, etapa do WCT em Lower Trestles, na Califórnia.
Bede Durb… quem???? Exactamente. Este australiano, repescado para o Dream Tour depois da saída a meio do ano do norte-americano Richie Lovett, derrotou o 7x campeão mundial Kelly Slater naquela que foi a sua primeira final desde sempre no Circuito Mundial de Surf.
Mas este jovem de 23 anos, vindo de Queensland, detentor de um surf ultra-maturo, não superou apenas Slater. Durante o evento, Durbidge cilindrou o 3x campeão mundial Andy Irons, o actual nº 3 do ranking Taj Burrow e Chris Ward, que contava com o favoritismo local.
Na final (e ainda sem perceber com o atleta australiano havia lá chegado), esperava-se que Kelly Slater tomasse as rédeas e dominasse durante todos os 30 minutos de prova, mas Bede Durbidge surpreendeu tudo e todo (incluindo King Kelly) com carves muito fortes, misturados com alguns aéreos.
“Esta foi a melhor coisa que alguma vez me aconteceu,” disse em estado de euforia o vencedor do Boost Mobile Pro, acrescentando: “Este é o melhor ano da minha vida! Declarei-me à minha noiva Taryn e venci o meu primeiro evento. Está a acontecer-me tudo pelo melhor este ano!”
“Estou completamente passado! Mas, no fundo, sempre acreditei que tinha o potencial para chegar à vitória,” contou Bede Durbidge. “Sabia que se ele [Kelly Slater] começasse a atacar, ele conseguia vencer. Então, estava apenas rezando que não chegasse nenhuma onda boa para ele e que tudo desse certo para mim,” acrescentou ainda o jovem surfista, que, com esta vitória, passa agora a ser Top10, uma posição que Bede não quer largar até ao final deste ano.

Locais da Ericeira fazem festa

Paulo do Bairro à muito que queria uma vitória (Photo: Alfarroba/Ricardo Bravo)


Paulo Rodrigues e Joana Rocha sagraram-se vencedores do Arnette Pro, quinta etapa do Campeonato Nacional de Surf Buondi 2006. O último dia de prova contou com condições épicas na praia de Ribeira D'Ilhas, na Ericeira, traduzindo-se num excelente espectáculo de surf.
As meias-finais masculinas foram extremamente emocionantes, com baterias muito disputadas, que colocaram frente-a-frente João Macedo e Justin Mujica e, também, Ruben Gonzalez a competir com Paulo Rodrigues. E as surpresas continuaram!...
Macedo mostrou um surf muito fluído, com manobras fortes que impressionaram júri e público. O atleta da Praia Grande conseguiu, desta forma, e graças à sua última onda (8,17) eliminar Justin Mujica, um dos melhores surfistas da prova até então e detentor do Fiat Top Score, para a melhor pontuação total da prova. Neste caso, a diferença do score final foi de apenas 0,6 pontos.
Na segunda bateria desta fase, Paulo Rodrigues evidenciou toda a sua experiência nas ondas da Ericeira, aplicando manobras impressionantes e conseguindo eliminar o actual campeão nacional, Ruben Gonzalez, que partiu a prancha durante a bateria. “Em vez de destruir as ondas, elas é que destruíram a minha prancha. Acabei por desconcentrar-me no heat. Também falhei uma manobra numa onda fundamental e, contra um surfista como o Paulo, isso paga-se caro. Mesmo assim, é um resultado positivo”, declarou o bi-campeão nacional de surf, que assim volta a subir no ranking, para a terceira posição.

A final, inédita, composta por Paulo Rodrigues e João Macedo, foi uma demonstração de superioridade do primeiro, que deixou Macedo a precisar de uma combinação de ondas para chegar à vitória, embora feliz com a sua primeira final no Campeonato Nacional de Surf.
“Fiquei triste de não ter conseguido apanhar ondas que abrissem, na final, apesar do cansaço que já sentia,” afirmou contente João Macedo. “Mas foi o meu melhor resultado de sempre numa etapa do nacional, em condições exigentes, das quais eu gosto. Estou com muita vontade de competir nas duas próximas etapas, que também são em locais de boas ondas, tradicionalmente,” disse ainda o estreante em finais.
Paulo Rodrigues evidenciou um surf muito consistente, completamente adaptado às condições de mar de que tanto gosta, pontuando nas suas melhores ondas 7,67 e 6,67 pontos em 10 possíveis.
“Estou muito contente com esta vitória. É muito especial para mim vencer na Ericeira e com estas condições de mar, que são da minha preferência. Senti-me muito à vontade e o resultado está à vista”, revelou o surfista, que vive na Ericeira, e cuja última vitória no Campeonato Nacional tinha sido há cerca de 6 anos, precisamente nesta praia, onde conquistou o título nacional desse ano.
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Joana Rocha again
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A final feminina foi composta pelas surfistas Joana Rocha (1ºlugar), Francisca Santos (2º), Margarida Guerra (3º) e Ana Penha e Costa (4º). É de destacar a presença destas três últimas surfistas juniores nesta fase da prova, elas que foram finalistas na etapa anterior do circuito Pro Júnior, realizada no passado fim-de-semana, também na Ericeira.
Joana Rocha sagrou-se vencedora, demonstrando muita classe e bom conhecimento nas ondas de Ribeira D'Ilhas, ao apanhar e manobrar de forma convincente as melhores ondas da final e de toda a prova feminina. Houve mesmo que comparasse o seu surf hoje, aqui em Ribeira D'Ilhas, ao de muitos dos melhores atletas masculinos.
“O início do heat não correu bem mas depois consegui concentrar-me e apanhar e surfar da melhor forma aquela onda decisiva (um 8). Estava a jogar em casa e isso também contou, porque conheço muito bem esta onda. Por outro lado a pressão é maior. Agora que estou mais em primeiro lugar no campeonato, vou deixar fluir o meu surf e procurar manter os bons resultados”, referiu a campeã.De referir ainda a eliminação da campeã nacional, Patrícia Lopes, nos quartos-de-final, não conseguindo desta forma, inverter a série de maus resultados das etapas anteriores, e de Joana Andrade, outra das sempre candidatas, nas meias-finais.
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Joana Rocha está a ter um ano fantástico... vamos ver se é desta (Photo: Alfarroba/Ricardo Bravo)

15 September 2006

Camisola amarela dá sorte na Ericeira


Só um grande surfista pode mandar tanta água ao ar sem onda por baixo (Photo: Alfarroba/Cedric)

Miguel Ximenez não quis deixar passar mais uma etapa do Campeonato Nacional Pro Júnior de Surf, o O’Neill B! Pro, sem subir ao primeiro lugar do pódio e a Ericeira foi o local escolhido para fazer essa sua estreia este ano. Já para Francisca Pereira dos Santos, a vitória de uma etapa neste circuito não lhe era estranha, mas a surfista da Caparica gostou do lugar e mais uma vez levou a melhor.
Com ondas de 0.5m, a roçar o quase flat, o segundo e último dia da terceira etapa do O’Neill B! Pro mudou-se de armas e bagagens para a praia da Foz do Lizandro, a sul da Ericeira, uma vez que não havia condições para realizar a prova em Ribeira d’Ilhas, onde estava montada a estrutura principal. Embora a mudança de local ajudasse ligeiramente, as poucas ondas que apareceram deixaram os atletas a desejar a mesma ondulação que se tinha visto aquando da realização do campeonato mundial de surf, há uma semana.
Apesar disso, o mar estava minimamente surfável, de tal forma que Miguel Ximenez conseguiu alcançar a melhor onda, um 8.67, e o melhor score de toda a prova, 15.84, durante a final. O surfista do Guincho acabaria por deixar todos os seus adversário da final – Frederico Morais, Tomás Valente e Luís Castanheira – a precisar de uma combinação de duas ondas para poderem ultrapassar a sua liderança.
“À terceira foi de vez!” começa por dizer Ximenez. “Estava a sentir-me em forma e confiante. O mar estava pequeno, só que começaram a entrar uns sets e tive a sorte de apanhar duas ondas que abriram. Sabia que tinha ali a minha oportunidade e não a larguei!” Com três finais feitas em três etapas realizadas este ano (o surfista conseguiu um segundo lugar no Porto e um quarto lugar na Areia Branca, para além da vitória de hoje), Miguel Ximenez é cada vez mais o líder destacado do ranking Pro Júnior.
Quem ainda está a lutar por pontos é Frederico Morais, que com a sua segunda posição nesta prova da Ericeira conseguiu levar um bom impulso na tabela classificativa. Mas com menos uma etapa realizada (Frederico não esteve no Porto, porque encontrava-se no Brasil a disputar o mundial júnior por equipas) e a meio do circuito deste ano, o surfista da Linha de Cascais não poderá dormir na forma nas provas que se seguem: Carcavelos e São Torpes. “A final não correu mal, mas o Ximenez conseguiu apanhar logo as melhor ondas. Naquelas condições, quem apanhasse as melhores conseguia ganhar,” disse o jovem “Kikas”.
Tomás Valente, na primeira prova do circuito O’Neill B! Pro que correu este ano, acabou num óptimo terceiro lugar e Luís Castanheira, fortemente apoiado pelo seu treinador, o ex-top 44 mundial Tinguinha Lima, foi o quarto classificado, subindo para a terceira posição do ranking.
Outro destaque vai para o muito jovem Vasco Ribeiro, de 11 anos apenas, que acabou esta etapa num fantástico 5º lugar, a par de Diogo Castro, não passando à final por muito pouco. A sétima posição foi para Pedro Sousa e Joackim Guichard, vencedor da primeira etapa, que assim passa ao segundo lugar no ranking. O seu irmão gémeo, Luca, vencedor da segunda etapa, desta vez não teve sorte e perdeu nos oitavos de final.
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Francisca Santos soma outra vez
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Na parte feminina, as meninas lutaram taco-a-taco pela vitória desta terceira etapa. Na final estiveram repetentes de pódio: Francisca Pereira dos Santos, Vera Costa, Margarida Guerra e Ana Penha e Costa.
Francisca Pereira dos Santos conseguiu fazer prevalecer a sua técnica sobre as fracas condições do mar. Conseguindo pontuar algumas manobras, a surfista da Caparica lá foi levando a sua avante e, à semelhança do que aconteceu na Areia Branca, levou para casa o primeiro prémio. “O mar estava muito difícil, mas a final não correu assim tão mal. Estive um pouco baralhada com a escolha de ondas, mas no fim deu certo,” diz a “Xica”, garantindo que “nenhuma de nós tinha pontuações altas e aquela que conseguisse apanhar uma boa onda podia ganhar”. Francisca Pereira dos Santos está agora com os olhos postos na etapa do Nacional Open, no próximo fim-de-semana, em Ribeira d’Ilhas: “Agora tenho uma semana pela frente de treino até ao Nacional... vamos ver o que vai acontecer”.
Quem não quis abrir mão desta vitória facilmente foi Ana Penha e Costa, que terminou na segunda posição. Apesar de já ter somado duas vitórias no circuito deste ano, Francisca Pereira dos Santos tem em falta a presença na primeira etapa do Porto, o que tem levado a que ainda não tenha conseguido destronar Ana da liderança da tabela geral. “Espero continuar determinada na defesa da liderança do ranking,” diz Ana Penha e Costa, prometendo “continuar a esforçar-me e a tentar ir a todas as finais”.
Nos lugares seguintes da final acabaram Margarida Guerra (3º) e Vera Costa (4º), esta última na sua terceira final consecutiva. Destaque também para as jovens Ana Sarmento e Mariana Macedo, que terminaram na sétima posição ex-aequo, atrás de Francisca Tenreiro e Maria Leonor Santos, as quintas classificadas.
“Aconteceu praticamente tudo o que podia ter acontecido numa prova de surf, mas felizmente correu tudo bem.” Quem o diz é Artur Ferreira, director técnico do circuito Pro Júnior, para quem “todos os intervenientes ajudaram muito. Principalmente os surfistas, que conseguiram ultrapassar as condições do mar e a incerteza de onde iriam competir, e para os juízes, que tiveram que adaptar o seu julgamento a estas características”. “Mas a prova acabou por ser renhida e a luta pelo título ainda está ao rubro! Principalmente, porque agora as últimas etapas do campeonato vão acontecer numa altura de melhores ondas,” acrescenta ainda Artur.
“Este foi provavelmente o campeonato mais difícil dos últimos 4 anos,” garante António Pedro, responsável da Alfarroba, confessando ainda que chegou a pensar que “não conseguiríamos fazê-lo, porque as condições estavam mesmo muito más. Mas lá conseguimos realizá-lo, entre Ribeira D’Ilhas, Pedra Negra, Pontinha e a Foz do Lizandro. Contudo, não foram seguramente as condições que queríamos para os atletas e para os patrocinadores”. Lembra o director de prova que “em dois dias passámos por quatro lugares diferentes, sendo esta uma prova verdadeiramente móvel”. Contudo, “os atletas são, acima de tudo, surfistas e estão habituados a adaptarem-se a ondas e locais diferentes.” O certo é que “organizar um campeonato com boas ondas é sempre fácil, fazê-los com menos ondas é que é pior.”

Let It Be!

Saca sacou de novo! Foi inevitável. Quem se passeava pelas areias de Ribeira d'Ilhas, entre os verdadeiros «cromos» do surf internacional, era clara a reacção de muitos: "Não é fácil entrar na água contra o Tiago!" Uma constatação óbvia quando olhavamos para a beira-mar e víamos uma multidão a gritar, a berrar, a favor do "filho da terra" e a apupar os outros que tinham a audácia de o enfrentar.
Talvez fruto de um saudosismo do Mundial de 2006, as bandeiras saíram do armário e foram de novo erguidas, desta vez num cenário de competição de surf. Um acto nada normal no nosso País, que apenas recentemente tem aberto os olhos para este desporto (tinha de ser uma novela juvenil, de pobre conteúdo, a ter esses louros... que pena!)
A verdade é que o apoio era forte, muito forte. E houve até quem pensasse que Tiago Pires tinha sido levado ao colo pelos juízes, claramente influenciados pelo ambiente que se vivia... mas não. Talvez movido pela forte responsabilidade de defender a sua vitória no ano passado, daquela mesma prova, naquele mesmo lugar, Saca esteve durante todo o tempo muito focado, estranhamente focado.
Falava com as pessoas que o interpelavam como se não estivesse lá, mas sim com o corpo e a mente alinhados com aquele point-break que o viu crescer. Nada o fazia desviar da sua linha, do seu pensamento. Nem os conselhos dos velhos amigos, nem as palavras de incentivo dos "novos amigos".
Tal concentração transpareceu para o seu surf naquele fim-de-semana. Tiago era perfeito em cada onda, em cada manobra. E ninguém lhe quis ou teve capacidade de desviar as luzes da ribalta que sobre ele incidiam.
Este é o Saca em que acreditamos. Este é o Saca que sabemos que tem capacidades para se defrontar contra os Top45. Este é o Saca que queremos, mais do que tudo, que consiga um lugar no Dream Tour, a recompensa justra para um "miúdo" que tomou sobre os seus ombros o peso (e ele é mesmo pesado!) de toda uma Nação e o seu desejo de ver o vermelho, verde e amarelo da bandeira entre os melhores no cenário competivivo internacional.
Mas o que se passa com este mesmo Tiago Pires? Que se passa com um surfista com toda esta capacidade que todos os anos, depois de uma exaustiva luta, fica sempre à porta de entrada no WCT? Esta é uma questão sobre a qual todos temos por hábito divagar, mas cuja resposta dependende somente dele.
Como todos nós sabemos, o surf continua a ser um desporto muito individual e no seu cariz competitivo ainda mais. Por isso, DEIXEM-NO RESPIRAR! Não parem com o apoio, mas dêem-lhe espaço para agir, acabando com o típico (embora não intencional) olhar reprovador de quem pensa: «Então?! Ainda não conseguiste lá chegar?! Porquê?! Vá, mexe-te!»
A pressão pode levar ao impulso... mas pode também bloquear...
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O EDITOR

12 September 2006

Falando com Guilherme Herdy


O ex-Top 45 está de volta às lides competitivas. Guilherme Herdy esteve em Portugal durante o Buondi Billabong Pro, WQS de cinco estrelas, e falou sobre o seu surf... e o dos outros.

Como está correndo para você este ano?
Este ano tive um óptimo resultado em Noronha, depois não consegui mais nenhum resultado bom, mas tenho vindo a fazer boas baterias. Vim a Portugal para fazer um bom campeonato e facturar.

Como você vê o facto de muitos dos surfistas da sua geração estarem a voltar à competição?
Acho super interessante os surfistas da minha geração estarem a voltar ao circuito. Acho que a mudança do ‘CT para ondas muito boas ajuda-os a voltar a ter motivação. É só olhas para o Neco [Padaratz] e para Mike Campell.

E você e a competição?
Eu adoro competir! Se puder sempre competir, eu vou estar lá!

Saca Tudo!


Tiago Pires tinha tudo a defender na etapa de Ribeira... e não desiludiu! (photo: Poullenot/ASPEurope)


A história repetiu-se mais uma vez na praia de Ribeira d’Ilhas, na Ericeira, com a vitória do surfista português Tiago Pires da 29ª etapa do WQS, o Buondi Billabong Pro.
Sete dias de evento culminaram numa final renhidíssima entre Tiago e o havaiano Fred Patacchia, integrante da elite mundial, naqueles que foram os 30 minutos mais intensos de todo o dia. Com a ondulação a crescer e o público na praia a aplaudir intensamente, o surfista nacional foi passando cada um dos seus heats em primeiro lugar, mostrando-se sempre muito focado e muito táctico.
Na final, «Saca» escolheu as ondas a dedo e pontuou duas notas incríveis, um 9.77 e um 9.43 (em 10 possíveis), conseguindo o segundo melhor score de todo o Buondi Billabong Pro: 19.20.
Já Patacchia optou por seguir o instinto e contrariar a natureza da direita de Ribeira, apanhando várias esquerdas. Apesar de aplicar manobras muito fortes, como lhe é tão característico, o havaiano de Haleiwa não conseguiu ir para lá do 8.67 e do 6.90, acabando por precisar de uma combinação de duas ondas para alcançar o herói português.
Entre gritos, aplausos e muita emoção, Tiago Pires não conseguia esconder no fim o contentamento de vencer na sua terra natal e de estar novamente lançado na corrida para o WCT.
“Sabia que iria ser uma final muito difícil, mas, no fundo, acreditava que conseguia vencer,” contou o surfista com um sorriso de orelha a orelha. “Estava um bocado cansado, mas acho que toda a energia que se sentiu hoje aqui foi ter comigo. Este ano ainda esteve mais gente que o ano passado e não me importava nada de ter esta claque todo o ano”, diz.
Para «Saca», “o último heat é o mais importante e fico muito feliz das ondas estarem boas, de estar um nível que puxa pelo nosso surf. Mas temos que nos manter fortes até ao fim, pois este é um jogo de paciência e temos de estar sempre calmos”.
Agora, com a sua subida para a 26ª posição do ranking mundial de qualificação, Tiago Pires está relançado na corrida para o WCT. Porém, o surfista não quer pensar muito nisso para já: “Não sei porquê, chega a esta altura do ano e relanço-me na corrida para o ‘CT, mas não quero pensar muito nisso, porque ainda vou ter que fazer muito surf para chegar lá”.
Já para Fred Patacchia, para quem as andanças no WCT não são desconhecidas, a final foi épica e a sua segunda posição não é de minorizar. “Foi uma final fantástica! Eu nunca tinha surfado contra o Tiago numa final e sabia que ele era o favorito, mas hoje tiro-lhe o meu chapéu: ele superou-me no surf e mereceu a vitória!”
Para o havaiano, “é muito bom conseguir um segundo lugar. Adorei este campeonato! É muito bom ter ondas assim, em que as pessoas estão ansiosas para entrar nos seus heats apenas para surfar estas ondas. Definitivamente, não me importava nada de fazer aqui um WCT. Talvez um Rip Curl Search, quem sabe...”
Depois de ter alcançado preciosos pontos nesta etapa da Ericeira, Patacchia está pronto para a próxima etapa do WCT: “Vou para Trestles muito inspirado e quero ganhar! Aprendi isso com o Sunny Garcia, entramos num campeonato sempre para ganhar!”... excepto se se atravessar com o «Saca» pelo caminho, acrescentamos nós!
Outras das figuras deste último dia do Buondi Billabong Pro foram o também havaiano Dustin Cuizon, que conseguiu acabar o evento com a melhor onda pontuada – um unânime 10 (em 10 pontos possíveis!) – e o melhor score total: 19.50 (em 20 pontos possíveis). Todas as pontuações, alcançadas na primeira bateria dos quartos-de-final, contra o australiano Glenn Hall.
A liderar o ranking do WQS ficou Jeremy Flores. Apesar do francês ter dado literalmente a final a Tiago Pires, o jovem da Ilha Reunião conseguiu somar os pontos necessários para ultrapassar Michael Campbell, que também teve uma brilhante prestação neste Buondi Billabong Pro.
Depois de ter encontrado Tiago Pires no round de 48, Flores voltou a ter que enfrentar o herói nacional na segunda meia-final. Conhecendo o «Saca» desde pequeno e tendo já garantido a sua entrada para o WCT do ano que vem, o actual líder do ranking não teve qualquer problema em dar o heat ao surfista português e usou o tempo da bateria para se divertir com ele a apanharem ondas com a posição de base na prancha trocada.
“Foi uma meia-final muito divertida! Eu conheço e sou amigo do Tiago há muito tempo, costumamos fazer o WQS juntos. Esta final para mim não era crucial e para o Tiago significava muito, por isso quis fazer isto. Estou muito contente por ele”, confessou no fim Jeremy Flores.

Layne de volta às vitórias

Layne não quer deixar a sua presença passar despercebida este ano (photo: ASP/Coverage Images)

A seis vezes campeã mundial Layne Beachley não poderia estar mais nenhuma etapa afastada do topo de um pódio e a etapa do WCT em Itacaré, no Brasil, era a oportunidade para começar a virar o ano a seu favor, arrecadando para si o Billabong Girls Pro e ganhando a liderança do ranking mundial.
“Foi um final de contos de fadas para mim,” disse Beachley. “Trabalhei muito durante toda a semana, até porque as condições não eram nada fáceis. Não podia ter terminado da melhor maneira!”
Embora tenha tido um desempenho exemplar durante todo o evento, a hexa-campeã mundial chegou à final pronta para mostrar todo o seu potencial, e, sem receios, arrancou um 9.95 e um 8.50, mostrando que está de volta às vitórias.
“A minha insanciável sede de vitórias voltou,” conta Layne Beachley. “Já passaram 18 meses desde a minha última vitória, por isso estou muito satisfeita. Parece que já nem me lembro como é que é vencer!”
Porém, ao subir ao pódio todas as memórias acenderam-se.
Quem não gostou muito foi a australiana Jessi Miley-Dyer que viu o primeiro lugar a escapar-lhe pelos dedos.
“A Layne arrancou logo com duas notas fantásticas, e quando ela conseguiu quase aquele 10, eu pensei: «Wow, esta foi boa... qualquer uma que consegue tirar quase um dez com estas condições... bem, se calhar é melhor ficar aqui no meu canto até eles acabarem o heat.”
Mesmo assim, com apenas 19 anos, a jovem surfista está contente com esta sua primeira final no Tour feminino.
“Ainda pensei que teria chances para me safar, porque muito pode acontecer num heat,” conta a australiana. Mas, “é sempre difícil recuperar quando alguém tira um 9.95 e um 8.50, por isso, apenas tentei divertir-me. Já estou qualificada pelo WQS, por isso não tinha nenhuma pressão sobre mim e penso que isso viu-se no evento. Nas passadas etapas não consegui ir além do terceiro round e, agora, cá estou eu na final”.
O círculo das vencedoras com sabor a Brasil (photo: ASP/Coverage Images)

05 September 2006

Ataque das novas esperanças mundiais

Miúdos e miúdas de todo o mundo reuniram-se no passado fim-de-semana, em Ribeira d’Ilhas, Ericeira, para disputar a quinta etapa do circuito europeu de surf junior deste ano, o Billabong Pro Junior.
Em jogo estava aquela competição, mas também o título europeu, quer masculino, como feminino, uma vez que com o cancelamento da última etapa em Marrocos, tudo ficaria decidido em terras lusas.

Os jovens surfistas oriundos dos mais variados países, vinham determinados a darem-se bem, até porque muitos deles ficariam nos restantes sete dias para participar no WQS de 5 estrelas que se seguia e queriam fazer deste campeonato um treino intensivo para o Buondi Billabong Pro.

O australiano Michael Spencer e a francesa Alizée Arnaud foram os dois jovens que conseguiram elevar-se perante opositores muito fortes, entre eles Joan Duru e Lee Ann Curren, filha do lendário Tom Curren, que alcançaram o título depois de feitas as contas no fim da prova.

Spencer enfrentou presenças muito fortes durante todo o evento, como as dos brasileiros Robson Santos, Charlie Brown e William Cardoso, este último tendo disputado a final. Aproveitando o mar mais pequeno nos primeiros dias e sentindo-se em casa, os atletas do Brasil mostraram um surf muito forte, mordendo constantemente os calcanhares aos finalistas, entre eles também Dion Atkinson e o francês Marc Lacomare.

O derradeiro heat do evento era de extrema importância, tendo Lacomare estado na mira de todos. Com a precoce eliminação de Jean Sebastian Estienne, que estava muito bem qualificado na corrida ao título, Joan Duru era praticamente dado como vencedor... dependendo da posição em que acabasse Lacomare. Caso vencesse, o francês ganhava tudo... mas a sorte não estava do seu lado e Marc Lacomare ficou em segundo no ranking europeu, vítima de uma última boa onda, que teimou em não aparecer.

Meninas que parecem homens... a surfar!
Quem espantou foi Alizée Arnaud. É conhecido o surf muito forte e progressivo da jovem francesa, mas o seu fraco desempenho em competição. Porém, Alizée calou muitas mais linguas, mostrando dentro de água uma desenvoltura e uma garra muito pouco caracteristica das mulheres e muito mais associada ao surf masculino. E isso valeu-lhe a vitória na Ericeira.

“Foi uma final muito boa, com muitas ondas e estou muito contente com o resultado, disse a pequena Alizée no final do campeonato, garantindo que o seu surf competitivo deu um salto de gigante em grande parte pelo facto da francesa ter andado a surfar pela terra dos cangurus e outros paraísos do surf.



(Fotos: Alfarroba/Ricardo Bravo)

À conversa com Victor Ribas


(Foto: Pop-trash)

Em Portugal para a 29ª etapa do WQS, Victor Ribas é a calma em pessoa. Dono de um surf muito poderoso e um dos Top45, em Ribeira d’Ilhas, na Ericeira, fez-nos o ponto da situação.

Como tem sido o seu ano?
Estou muito feliz com os resultados que tenho tido no WQS deste ano. A perna brasileira correu muito bem. Mas tenho somado muitos bons resultados em todos os eventos. Gosto de dizer que sou o “Rei dos Mil”, porque tenho conseguido quase sempre resultados acima dos 1000 pontos.

Qual tem sido o segredo?
Estou com boas pranchas e o pensamento também está legal. O importante é estar de bem com a vida.

Qual o seu actual objectivo?
Quero melhorar no WCT e voltar ao Top16!

10 August 2006

A pedra na neve

Depois do sucesso do “Bruce The Movie” e o não tão grande sucesso, mas ainda muito interessante, “Creepy Fingers” (também com o mais novo Irons no spotlight), a Volcom prepara-se agora para, no próximo dia 26 de Agosto, lançar o seu mais novo filme de snowboard: “Escramble”.
Os nomes dos jovens “actores” (e “actrizes”?) são praticamente ilegíveis e dificilmente pronunciáveis - Bjorn Leines, Wille Yli-Luoma, Seth Huot, Mark Lndvik, Terje Haakonsen, Erik Leines, Shaun White, Chris Demolski, Jamie Lynn, Brian Iguchi, Gigi Ruf and Zac Marben -, mas, habituados à qualidade dos filmes desta marca, esperam-se os melhores profissionais da área a rasgar o branco imaculado.
“Escramble” vai ser lançado mundialmente a 26 deste mês nos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Brasil, Chile, Coreia e República Checa. Quanto aos portugueses, se não têm viagem marcada para nenhum destes destinos nas próximas semanas, é aguardar que o filme chegue às lojas por volta do dia 1 de Setembro.

07 August 2006

Mel a caminho da 4ª?

Redman-Carr é alvo a abater nas próximas etapa do WCT
(Photo: ASPWoprldTour/Karen)

O cheiro já é tropical e o samba começa a soar, à medida que se aproxima a 4ª etapa do WCT Feminino deste ano, o Billabong Pro Brazil.
De três provas já realizadas, Melanie Redman-Carr tem-se mostrado imparável e 2006 parece ser o ano escolhido para esta surfista australiana fazer um ataque cerrado ao título mundial. Em Fiji e na Gold Coast, Mel deixou sempre em segundo Layne Beachley, enquanto em Teahupoo, a campeã mundial reinante não foi par para esta surfista australiana.
3 em 3. Redman-Carr parece imbatível... mas terá estrutura suficiente para aguentar a pressão das suas adversárias, à medida que vamos exactamente a meio do circuito deste ano?
"Confiança" parece ser até ao momento a palavra-chave, bem como a força que tem sentido por parte de todos.
"Nunca sonhei com isto! Tenho sido inundada de apoio depois de ter vencido o primeiro evento na Gold Coast e tenho usado essa força para continuar a vencer", disse a veterana de 30 anos, após a sua vitória no Tahiti. Mas, sabendo que o título mundial está ao seu alcance, Melanie não quer descartar ninguém da corrida: "Ainda faltam muitos eventos e muitas das meninas têm capacidade de ganhar vários deles". Mas para que as concorrentes mais directas de Redman-Carr consigam superar os resultados alcançados pela australiana desde o início do ano, o Brasil será o ponto de partida para essa reviravolta.

NINGUÉM LARGA A CORRIDA
Tendo isso em mente, Layne e Chelsea, juntamente com Rebecca Woods, Rochelle Ballard e muitas das meninas que estão no seu encalço no ranking geral, prometem não deixar espaço para que Redman-Carr consiga a sua 4ª vitória deste ano. Depois temos também a ex-campeã mundial Sofia Mulanovich. A peruana, que até aqui tem estado um pouco apagada, parece estar de volta à sua forma. Prova disso mesmo foi a sua recente vitória no US Open. Sofia provou o sabor da vitória e não quer dar de barato o título deste ano.
Mas, atenção! As brasileiras não estão a dormir na forma. Há muito que Jacqueline Silva luta para conseguir chegar perto da liderança, enquanto que a rookie do Circuito, Silvana Lima, já não consegue conter a ansiedade de ganhar uma prova. Jogando em casa e tendo do seu lado milhares e milhares de aficcionados pelo surf que estarão em defesa da “prata da casa”, as brasileiras do Tour têm aqui a sua grande chance para conseguirem angariar alguns pontos muitos preciosos.

26 July 2006

As novas esperanças do surf português


À primeira vista o circuito Pro Junior português não parece estimular público ou imprensa, que tende sempre a virar todas as atenções para o circuito Open... à segunda vista, o Pro Junior surge, na verdade, como um revelador de talentos do surf nacional. Uns já correm o Nacional de Surf e começam a ser conhecidos entre o meio. Outros estão agora a encetar as suas carreiras e não perdem tempo em iniciá-las com bons resultados.
Exemplo disso mesmo foi a vitória de Luca (não “Lucas”, como teimavam em chamar-lhe) Guichard na segunda etapa do Circuito Nacional de Surf Pro Junior. Mas na corrida pelo título, Luca não está sozinho. Lado a lado, caminha com o seu irmão, gémeo, Joackim Guichard, vencedor da primeira etapa deste mesmo campeonato, em Maio, no Porto.
O facto é curioso e não deixa de ser alvo de comentários na praia. Os dois “manos”, oriundos de terras algarvias, fazem este ano a sua primeira incursão no surf competitivo e já dão mostras de ter todo o potencial para ir longe, muito longe.
Mas vamos ao campeonato.
Depois de dois dias em que Neptuno deu uma ajudinha aos mais novos, dando-lhes ondas que variaram entre o meio metro e o metro, ideais para deixá-los à-vontade, os dois rounds, quartos-de-finais, meias-finais e finais, masculinas e femininas, disputaram-se a um ritmo alucinante e na final da manhã da passada quinta-feira tudo estava decidido.
Na parte feminina, a local da Caparica, Francisca Santos, venceu sem surpresas o surf “simplista” das suas companheiras: Francisca Sousa, Margarida Guerra e Vera Costa. De tempos a tempos aparece uma jovem surfista que parece trazer um novo alento ao desporto e esperança de que o surf feminino dê um pulo muito em breve. Francisca Santos é, aparentemente, a surfista para onde todos olham este ano. Isto após a sua vitória do Pro Junior de 2005, da sua vitória na primeira etapa do Open deste ano, e da sua quase vitória em várias provas internacionais.
O segredo: “Treino, muito treino”, diz Francisca – ou Chiclet, como também é conhecida -, mas também uma calma muito invulgar para alguém tão novo.
Já os jovens levaram a cabo uma etapa muito renhida, apesar de se estar à espera de melhores performances.
Como já foi dito, a grande surpresa foi mesmo a vitória de Luca Guichard que, passando a maioria do tempo da final em 3º lugar, conseguiu a meio da bateria sacar um 7.67, pontuação quase impossível de alcançar nas condições de mar difíceis em que se realizou a final. Catapultado para o 1º lugar, Guichard nunca mais largou o posto, apesar de todos os esforços empregues por Frederico Morais – um dos nomes mais fortes no circuito deste ano -, Miguel Ximenez – actual campeão europeu de juniores e um potencial candidato ao título nacional – e César Rosa – surfista algo desconhecido, mas que parece já estar a dar cartas.
E porque a vitória da etapa da Areia Branca parecia não ser suficiente, Guichard quis ainda levar para casa o prémio da Expression Session (só um mochila Eastpak?!...), apesar do objectivo ser para o melhor tubo, mas nenhum dos 16 surfistas participantes terem exprimentado o ar.
O Campeonato Nacional de Surf Pro Junior volta agora apenas em Setembro, para a sua terceira etapa, a ter lugar em Ribeira d’Ilhas, Ericeira. Com o verão no fim e as ondas a subirem de tamanho e intensidade poderemos vir a testemunhar um surf muito mais power dos “putos” portugueses.

25 July 2006

Fanning obtém vitória em J-Bay


Depois de dias e dias de surf muito pobre naquele que é um dos picos mais conhecidos no mundo, Supertubes decidiu finalmente dar o ar da sua graça no último dia do período de espera do Billabong Pro de Jeffreys Bay, África do Sul.
Fartos de esperar e depois de dois rounds de desesperar, os 16 surfistas que ainda se encontravam em prova estavam impacientes para finalmente começarem a mostrar o que valem.
Depois da eliminação precoce do 3x campeão mundial, Andy Irons, as atenções estavam inevitavelmente voltadas para o “Rei” Slater.
Ainda em prova também estavam alguns dos locais de eleição, os sul-africanos Greg Emslie, Travis Logie e a estrela em ascensão Jordy Smith .
Porém, Emslie ficaria pelo caminho, depois de se ter atravessado à frente do vencedor desta etapa, e também Logie não conseguiria subir ao pódio. O holofote dos fãs locais voltava-se então para Jordy.
Chegados aos quartos-de-final, a competição estava ao rubro!
Fanning eliminava o brasileiro Adriano «Mineirinho» de Sousa, enquanto Kelly não dava hipóteses a Peterson Rosa… e estava delineada a 1ª semi-final. Por outro lado, Tom Whittaker não fora adversário para Taj Burrow e Jordy Smith também avançava para a 2ª semi-final, eliminando o actual top10 Timmy Reyes, depois de ter alcançado um incrível score de 18.00 (em 20 possível).

SEMIFINAIS DRAMÁTICAS
Depois de uma menos feliz prestação no México, Mick Fanning estava ferozmente à procura de um bom resultado, até porque, desde o início do ano, Fanning tem apresentado um fantástico nível no free-surf faltando apenas traduzir esse nível em pontos durante os eventos.
Por seu lado, Kelly é sempre Kelly e não deixaria a vitória ir de barato. Numa semifinal muito competitiva, Fanning acabaria por vencer e passar para a final. Mas nada que venha a afectar a posição do campeão mundial em título. Depois da eliminação de Andy logo de início e o facto de Bobby Martinez, Taylor Knox e Hobgoods também terem saído de J-Bay com as mãos a abanar, Kelly Slater, apesar desta sua 3ª posição, aumenta a sua folga como actual líder do ranking mundial.
A 2ª semifinal também foi de suster o fôlego: Taj Burrow, com o surf a que já nos habituou e que de há uns anos para cá tem feito tremer todos os veteranos no Tour, e Jordy Smith, que está definitivamente numa nova era do surf moderno. Mas apesar de um muito dinâmico Jordy, Taj conseguiu levar a melhor e entrou de novo nos carris para a corrida ao título mundial deste ano.

ALL OZ FINAL
Mick e Taj, numa final toda ela australiana, prometiam uma exibição de surf muito progressivo e muito rápido… e não desapontaram! Durante toda a duração da última bateria, os dois homens andaram sempre taco-a-taco, tendo sido tudo definido na última onda. Uma pontuação de 8.40 selaria o resultado e atribuía a Fanning a sua primeira vitória desde a etapa na ilha de Reunião, no ano passado.
A “Dream Tour” faz agora um mês de interregno, voltando à acção de 12 a 16 de Setembro, em Trestles, na Califórnia, EUA, com o Boost Mobile Pro of Surf presented by Hurley.

18 July 2006

Nokia Pro arranca 6ª feira


O Nokia Pro, terceira etapa do Campeonato Nacional de Surf Buondi 2006, vai ter início já na próxima semana, dia 19 de Julho (sexta-feira), e decorrerá até ao Domingo seguinte, na praia da Areia Branca, Lourinhã. A prova terá um prémio monetário de 5.000 euros para o escalão masculino e de 1.000 euros para o feminino.
Nas duas provas até agora realizadas, que decorreram na Póvoa de Varzim e no Porto, assistiu-se a excelentes espectáculos de surf, nos quais a competição foi levada ao limite pelos atletas. No sector masculino, Alexandre Ferreira foi o vencedor da primeira etapa, enquanto Justin Mujica levou o troféu da segunda. No escalão feminino, a jovem Francisca Santos, surpreendendo tudo e todos, venceu a primeira prova, enquanto Joana Rocha sagrou-se campeã na prova seguinte.
Mas são os actuais campeões nacionais em título, Ruben Gonzalez e Patrícia Lopes, que lideram os respectivos rankings, uma vez que foram mais consistentes. Ruben conta com um segundo e um terceiro lugares, enquanto Patrícia conseguiu dois segundos. A fome de vitórias é grande e certamente nenhum deles quer deixar os seus créditos por mãos alheias.
Prevê-se, portanto, uma prova aliciante na praia da Areia Branca, com os surfistas a lutarem pelos pontos que lhe permitam alcançar posições de topo no ranking nacional. O novo modelo de competição, caracterizado por baterias man-on-man a partir dos quartos-de-final, foi amplamente elogiado pelos surfistas e irá contribuir, por certo, para magníficas performances ao longo de todo o circuito.
O Campeonato Nacional de Surf Buondi 2006 é composto por oito etapas, que percorrem o país de Norte a Sul e demonstram, mais uma vez, que Portugal possui ondas e surfistas excelentes. Com um prize-money total de 52.750 euros, divididos entre prémios monetários das provas e os prémios da Red Bull Expression Session, todos os competidores dão o seu melhor para alcançarem os títulos nacionais.
Pelo quarto ano consecutivo, este circuito, que ganhou credibilidade em Portugal e no estrangeiro, sendo considerado o segundo melhor circuito nacional de surf do mundo, atrás apenas do brasileiro, e o melhor do hemisfério Norte, é organizado pela Alfarroba - Ideias e Eventos.
Todas as etapas do circuito nacional de surf contarão ainda com o espectáculo das Red Bull Expression Session, onde os surfistas lutam pelo prémio da manobra mais arrojada sendo, desde logo, mais um factor de interesse para o público. O Nokia Pro contará ainda com assistência reforçada por uma equipa experiente e por uma mota d’água de apoio, cortesia da Eastpak, que se associou ao circuito pelo lado da segurança.
Os monitores da Escola de Surf da Alfarroba proporcionarão ainda aulas de surf gratuitas, uma excelente oportunidade para todos os que desejem experimentar o prazer de “caminhar sobre as águas”, deslizando nas ondas, claro.
“O Nokia Pro marca o regresso do Campeonato Nacional de Surf Buondi 2006 à água, depois de dois meses de intervalo,” refere António Pedro, da Alfarroba. “Esta segunda fase do circuito terá seguramente mais gente nas praias, ondas mais pequenas mas bem formadas, e nunca é demais relembrar que foi nesta prova, em 2005, que o júnior Frederico Morais chegou pela primeira vez às meias-finais de uma etapa open e que assistimos a uma das finais mais competitivas de sempre no Campeonato. Espero que isto se repita este ano, que os surfistas apareçam em força e com ‘o surf no pé’,” conclui o organizador do evento.

"Putos" na Areia Branca


Começa já amanhã, na praia da Areia Branca, Lourinhã, a 2ª etapa do Campeonato Nacional Pro Júnior de Surf, o O´Neill B! Pro.

Desde a 1ª etapa no Porto, onde o estreante Joackim Guichard e a muito motivada Ana Penha e Costa levaram a melhor, dois meses passaram e os jovens surfistas portugueses, agora em férias lectivas, têm dado o tudo por tudo dentro de água para superarem o seu surf, participando em provas internacionais e preparando-se para vencerem com distinção as provas que se seguem do nacional.

E as condições estão reunidas para que a etapa da Areia Branca seja inesquecível: as previsões são para uma subida de swell já a partir de quarta-feira, o que prevê que a ondulação ronde o 0,5 e 1 metro, ideal para aquele beachbreak e perfeito para os mais novos mostrarem aquilo que valem.

Igualmente, a estrutura montada na praia – a mesma que será utilizada pelo Nacional de Surf Open, a começar na sexta-feira, naquele mesmo local – disponibilizará toda a logística essencial para que os participantes usufruam das melhores condições. Para os Media, está reservado um Centro de Imprensa com uma área superior à do ano passado e uma maior capacidade de apoio aos vários órgãos de comunicação social que se deslocarem até à Areia Branca.

Motivos mais que suficientes para que surfistas como Nicolau Von Rupp, Frederico Morais ou Miguel Ximenez, entre outros, possam lutar pela vitória na Lourinhã e dar mais um passo em frente na corrida pelo título nacional.

“Estamos convictos que nesta etapa teremos a presença do melhores júniores do país,” comentou António Pedro, da Alfarroba. “A ausência de alguns cabeças-de-série na etapa do Porto, devido à realização do mundial por equipas nas mesmas datas, vai obrigar esses atletas a darem tudo agora, para pontuarem o mais alto possível, o que aumentará a competitividade e, consequentemente, o espectáculo,” assegurou.

Neptuno "boicota" WCT em Jeffreys Bay

A estrutura do Billabong Pro (Photo: ASP/Covered Images)

O Deus Neptuno não tem sido favorável para a organização e competidores da 6ª etapa do WCT (World Championship Tour) deste ano, em Jeffreys Bay, África do Sul.
Há mais de 40 anos que "J-Bay" vem atraindo milhares de surfistas de todo o mundo para o seu já lendário "pico" de "Supertubos". As várias secções daquela onda, normalmente cilíndricas, deram-lhe a fama de um dos melhores point breaks do mundo. Porém, desde o dia 12, altura em que começou oficialmente o período de espera do Billabong Pro, que as condições do mar têm estado muito aquém daquilo que seria de esperar para uma prova da chamada "Dream Tour", sendo que, faltando quatro dias para o final da prova, apenas o 1º e 2º round foram à água.
A etapa dos Rookies?
Quem parece estar a safar-se com estas condições são os rookies do Tour. Depois de terem arrasado com os trials, os novatos no circuito acharam todas as facilidades para avançarem nos seus respectivos heats deixando para trás alguns dos mais conceituados surfistas do mundo, como foi o caso de Bruce Irons, Bobby Martinez, CJ Hobgood e Pancho Sullivan, que não se sentem tão à-vontade em condições mais fracas de ondas.
Mas o episódio a destacar do 2º round foi a vitória do havaiano Roy Powers sobre o 3x campeão mundial Andy Irons. Depois de ter vencido no México, o caminho de Irons na luta pelo título deste ano (maioritariamente contra Kelly Slater, que continua a liderar o ranking) sofreu um forte sobressalto ao perder contra um muito inspirado Powers.
"É bom conseguir uma vitória destas", disse Roy Powers, no final do seu heat, mostrando-se muito feliz e, ao mesmo tempo, triste com a eliminatória de Irons: "Ainda não tinha conseguido uma vitória desde que começou o ano, à excepção do meu primeiro heat, e estava a sentir-me deprimido... mas agora sinto-me muito bem! Embora seja péssimo derrotar uma pessoa com quem crescemos, alguém que admiramos. Quer dizer, o Andy é o meu herói! Ele é o meu herói desde pequenino e devo-lhe muito, por isso, de algum modo, sinto-me mal com esta vitória... mas, por outro lado, sabe muito bem vencê-lo, porque ele é o campeão!"
Quem também tem feito uma boa prestação em Jeffreys Bay é o brasileiro Adriano de Souza. Considerado por Slater como um potencial vencedor de algum evento do Tour logo neste seu primeiro ano, "Mineirinho" "arrasou" Cory Lopez e ganhou um bilhete directo para o 3º round. "Tive tanta sorte! No início o Cory surfou muito bem e eu estava bastante atrasado, mas consegui achar duas boas ondas - um 8.0 e um 9.0. Foi um heat fantástico e este foi um dos melhores dias para mim desde que entrei para o circuito este ano".
Faltam apenas 2 dias!
Com as previsões a indicarem uma descida de swell para o final da semana, esta 6ª etapa do WCT precisa apenas de dois dias completos de surf para poder terminar a prova. Com o final da etapa no dia 22 (daqui a quatro dias) a organização está nervosa em relação ao que pode acontecer até sábado. O relógio continua a contar...

Romain Cloitre vence na Caparica

Romain Cloitre destruiu os lips das ondas da Caparica (Photo: Poullenot/ASPEurope)


O atleta das Ilhas reunião Romain Cloitre foi o vencedor do Quiksilver Pro Júnior 2006, numa vitória disputadíssima contra os franceses Pierre Valentin Laborde e David Laboulsh e o competidor da ilha de Guadalupe, Jean Sebastien Estienne.
O último dia de prova começou com os quartos-de-final já sem portugueses e onde os destaques foram o israelita Mor Meluka, o francês Pierre Valentin Laborde, o inglês Ash Reubyn e Jean Sebastien Estienne.
As surpresas foram as eliminações dos franceses Nathan Curren, Adrein Valero e de Gordon Fontaine, que tiveram grandes dificuldades em se adaptarem às condições de ondas existentes.
Quem não mostrou qualquer tipo de dificuldade na primeira meia-final foi David Laboulsh, que fez uma bateria muito segura, passando facilmente à final e levando consigo Jean Sebastien Estienne e Ruben Gonzalez.
Para trás ficaram o israelita Mor Meluka, 5º lugar da geral, e o basco, Marcos Sansegundo, que fez um bom surf mas não se encontrou com as ondas com a 7º posição .
Na segunda meia-final, Romain Cloitre também passou o heat na primeira posição, deixando a luta pela última vaga na final entre o seu compatriota Pierre Valentin Laborde, o basco Jatyr Berassaluce e o inglês Ash Reubyn.
Pierre Valentin Laborde, com um surf muito seguro segurou o segundo lugar, deixando Jatyr Berassaluce Zubizareta no 5º lugar e Ash Reubyn em 7º.
Final muito renhida
A última bateria da prova começou bastante equilibrada entre os quatro atletas, mas o surfista da Ilhas Reunião - Romain Cloitre - acabou por se distanciar com um surf muito bonito, nunca mais largando a liderança da final. Em segundo lugar, a 2.10 do primeiro lugar, ficou o francês Pierre Valentin Laborde. Em terceiro, ficou o atleta da Ilha Guadalupe Jean Sebastien Estienne a 10.00 do vencedor. David Laboulsh, que tinha feito uma prova bastante consistente até então, não conseguiu impôr o seu surf e foi o 4º classificado, por uma diferença de 13.29.

Menina também brinca!
Já no que diz respeito à prova feminina, a primeira meia-final fez com pronúncia totalmente francesa, decorrendo sem grandes surpresas. Ado Pauline e Alizee Arnaud passaram à fase seguinte respectivamente em 1º e 2 º lugares, deixando em 5º Marie Dejean e Lea Mengual em 7º lugar da Geral.
Na segunda meia-final, Lee Anne Curren, também passou o heat na primeira posição, deixando a luta pela última vaga na final entre a portuguesa Francisca Santos, única representante portuguesa em prova, a basca Garazi Sanchez e a outra francesa Annabel Telouarn.
Francisca Santos, a jogar em casa e fortemente incentivada pela enorme claque que a aplaudia do paredão a cada manobra, assegurou o segundo lugar, deixando Garazi Sanchez no 5º lugar e Annabel Telouarn em 7ª.
Porém, na final feminina mais aguardada na praia, onde estavam três francesas e a portuguesa, Francisca nunca se encontrou com as ondas ficando-se pela 4ª posição. A grande vencedora foi Lee Anne Curren que selou a sua vitória com duas ondas de 8.50 e 6.00, deixando a favorita Pauline Ado na 2ª posição e Alizee Arnaud em 3ª.

Estrela em ascenção no surf nacional, Francisca Santos não conseguiu mais que o 4º lugar (Photo: Poullenot/ASPEurope)

Novas surfistas portuguesas

A estalagem Muchaxo, no Guincho, foi o ponto de encontro para o arranque da primeira paragem do Rip Curl Girls Tour presented by Davidoff Cool Water, uma tournée que percorrerá 16 cidades europeias, no decorrer dos meses de Julho e Agosto, e que dará a conhecer o surf e o meio que rodeia este desporto a meninas de todas as idades.
Entre sorrisos inicialmente tímidos e muita expectativa, cerca de 30 meninas e mulheres começaram por ser apresentadas, no sábado, aos professores que as iriam acompanhar nos dois dias de aprendizagem de surf e a toda a equipa da Alfarroba, empresa que teve a seu cargo a organização deste evento.
Feitas as apresentações, e antes de qualquer contacto com a água, foi tempo de aprender um pouco sobre a origem do desporto que actualmente fascina milhares e milhares de praticantes em todo o mundo: o surf. Numa viagem do passado ao presente (seguindo-se a apresentação de todo o material técnico), David Prescott, um dos professores de surf do evento e actual speaker da Association of Surfing Professionals (ASP), a entidade que gere as competições de surf internacionais, falou sobre a história e os locais míticos da modalidade. Logo depois, o professor Pedro Araújo (Campeão Europeu de Surf Master e responsável técnico da Alfarroba Surf School) esclareceu as meninas sobre o material, e transmitiu-lhes toda a sua experiência e conhecimentos adquiridos nos seus 20 anos de surfista.
Apesar do forte vento que se fez sentir no Guincho durante os dois dias de evento, as participantes não esmoreceram e a vontade para conseguirem surfar as ondas superou o cansaço e esforço. As aulas dentro de água foram os pontos altos do fim-de-semana, quer pelo grande emprenho e alegria das meninas que, na sua maioria, estavam a colocar os pés em cima de uma prancha pela primeira vez, quer para grande satisfação de todos os professores.
“Este evento é muito bom, porque estamos entre outras raparigas, na sua maioria todas da nossa idade e para quase todas é também a primeira vez que estão a fazer o desporto, o que também ajuda”, disse Mariana, uma das participantes, ao final da manhã de sábado. Já para Ana, que acompanhava nesta aventura a sua filha, Maria do Carmo, estes foram dias a não esquecer: “Fui mais eu a tomar a iniciativa de vir do que a Carmo. É um evento óptimo e uma oportunidade de aprender um desporto fantástico. A organização foi espectacular e, embora esteja entre gente muito nova, estou a adorar!”. É caso para dizer que comprará uma prancha depois deste fim-de-semana? “Sem dúvida!!!”.
Para a tarde de sábado o programa do Rip Curl Girls Tour tinha reservado uma palestra sobre o socorrismo, na sua vertente de segurança no surf, com Rodrigo Costa, especialista em salvamento aquático, e aulas de yoga e introdução aos ritmos dos d’jambés com a equipa da Rip Curl. Tudo antes de voltarem a molhar os fatos de surf.
Após uma aula de BodyBalance, leccionada pela professora Susana Duarte, do Health Club Active Life, que conduziu as participantes por exercícios de alongamento e de relaxamento, ideais depois de muitas horas de exercício físico, o primeiro dia do evento terminou com um jantar convívio com a presença de todas as meninas, professores e equipas da Rip Curl e Alfarroba, onde o tema da conversa era só um: todas as experiências do dia.

Já com saudades!
De energias renovadas após uma merecida noite de sono na Muchaxo, todas as novas surfistas estavam ansiosas para entrar para dentro de água e aplicarem os conhecimentos adquiridos no dia anterior. E os resultados foram estrondosos, com a maioria delas a conseguirem meter-se em cima das pranchas e a fazer as suas primeiras ondas.
“É muito bom vê-las divertidas e entusiasmadas com o desporto”, disse Joana Andrade, vice-campeã nacional e também uma das professoras a integrar a equipa de Pedro Araújo «Pirujo». Após tão boas prestações dentro de água, Joana Andrade também estava satisfeita: “Não tenho problema de ver as minhas alunas a competirem contra mim um dia no campeonato nacional. Vou até sentir orgulho!”.
Durante os dois dias de evento, participantes, professores e equipa receberam cuidadas refeições da Go Natural, elaboradas sob as indicações da nutricionista Madalena Munõz, que também passou pelo evento para explicar a todas as meninas as vantagem de aprender a comer bem, naquele que foi um dos pontos altos do segundo dia do Rip Curl Girls Tour.
Entre mais uma aula de surf, os ritmos das danças latinas, com o professor Milton, do Active Life, e os truques de massagem ensinados pela terapeuta Joana Baptista, as 30 participantes da edição portuguesa deste ano da Rip Curl Girls Tour estavam exaustas mas com um sorriso de orelha a orelha e uma forte sensação de realização.
“Correu tudo muito bem e estamos no geral muito satisfeitos com esta edição do Rip Curl Girls Tour”, garantiu no final Beatriz Chaves da Alfarroba. “Foram dois meses de árduo trabalho, mas tudo vale a pena quando vemos a satisfação estampada no rosto de todas as participantes”.
O sorteio de mais prendas da Rip Curl e de dois telemóveis Nokia firmou a cerimónia de encerramento de um evento que todas fizeram questão de garantir que jamais esquecerão, ficando expressa a vontade de marcar presença no próximo ano.


(Photos: Ricardo Vieira/Alfarroba)

28 June 2006

Campeonato de Snowboard com datas marcadas



O verão chegou há pouco tempo, mas há quem já pense na neve. A Burton anunciou esta semana as datas para o Global Open Snowboarding Championships 2006/2007, um evento internacional que permite que locais, amadores e profissionais tentem a sua sorte (e perícia) para alcançar o título mundial nesta modalidade.
"Expandimos o Burton Global Open series para dar oportunidade a mais pessoas de testemunharem algum do melhor snowboard do mundo", diz Bryan Johnston, vice-presidente do Global Marketing da Burton. "Cada evento atingirá um nível superior no que diz respeito à execução do evento, à cobertura televisiva e podcasting, permitindo aos competidores e espectadores, no local e em casa, a melhor experiência possível".
Fiquem então com o calendário:

Burton Global Open Snowboarding Championship:

New Zealand Open
Agosto 3-5, 2006
SnowPark, Nova Zelândia

Australian Open
Agosto 25-27, 2006
Falls Creek, Austrália

European Open
Janeiro 20-27, 2007
Laax, Suiça

Nippon Open
Fevereiro 20-25, 2007
ALTS Bandai, Japão

US Open
Março 12-18, 2007
Stratton, VT EUA

Longboard já tem rei!


Josh Constable é o novo campeão mundial de longboard. O australiano arrecadou o prémio ao vencer o havaiano Ned Snow na final muito renhida do 13º Rabbit Kekai International Longboard Classic, que teve lugar na Costa Rica.
Constable fez o campeonato desde o primeiro round, conseguindo algumas das melhores pontuações da prova. No final, ainda não estava bem ciente da sua vitória: "Quando chegar a casa com a minha família e amigos acho que vou finalmente tomar consciência desta vitória, mas por agora ainda não me parece ser real. Foi o dia perfeito!", disse o novo campeão mundial, elogiando toda a competição: "Esteve uma atmosfera simplesmente maravilhosa, com toda a gente unida e com esquerdas perfeitas para surfar, como foi em Boca".
Num evento onde se viram muitas fantásticas exibições, como há muito o mundo do longboard não via, as presenças de muitos notáveis, clássicos do desporto, fizeram desta prova, um campeonato a não esquecer: Joel Tudor (2x campeão mundial), Colin McPhillips (3x campeão mundial) e Matthew Moir (vencedor do campeonato do ano passado) foram apenas algumas das lendas presentes.

"Norte - Sul"


Pode ser mais um filme de surf português... ou talvez não... as dúvidas serão tiradas amanhã, dia 29, na Fortaleza da Cidadela em Cascais, altura em que "Norte-Sul" será apresentado pela primeira vez ao público português.
A autora desta nova película nacional, a Boa Onda Produções, faz questão de referir que este será um filme a destacar dos demais que sairam dos computadores de edição para os ecrãs nos últimos anos e que têm marcado o mercado nacional de vídeos de surf com um certo amadorismo.
"Norte-Sul" faz um compêndio de dois anos de recolha de imagens (dentro e fora de água) e seis meses de edição em 45 minutos de trabalho final. Para a execução deste projecto, a equipa de "Norte-Sul" captou imagens no Porto, Peniche, Ericeira, nas praias do Centro do País, da famosa sessão de Tow In em Cascais, no Inverno passado, e apanhou o avião para Fernando de Noronha, Indonésia e Hawaii. Sempre acompanhando alguns dos melhores surfistas nacionais: Tiago Pires, Ruben Gonzalez, Justin Mujica, José Gregório, João Guedes, e muitos outros.
E para que o arranque de "Norte-Sul" seja inesquecível, o lançamento do filme será seguido por uma festa de arromba com a presença de DJ's internacionais. A abertura das portas será pelas 22H.

Juniores a caminho da Caparica

A Praia do CDS, na Costa da Caparica, irá acolher apartir de sexta-feira o circuito europeu de surf junior profissional, o Quiksilver Pro Junior 06.
Numa etapa que conta com a classificação de uma estrela, o fim-de-semana dividir-se-á entre a competição masculina, o Quiksilver Pro Junior, onde competirão os melhores atletas europeus nesta categoria, e o Roxy Pro Junior, destinado às jovens promessas femininas.
A organização do evento garante uma grande adesão, quer por parte dos surfistas nacionais como europeus, factor que certamente contribuirá para um elevado nível de surf dentro de água.
E para o público que se deslocar à Praia do CDS, para além de um grande espectáculo de surf (assim as condições do mar o permitam), poderá também contar com uma série de actividades abertas a quem nelas quiser participar: Aulas de surf práticas e teóricas, aulas de Yoga, um tanque situado na praia para a realização de baptismos de mergulho sob a supervisão da Marinha Portuguesa, uma parede de escalada coordenada pelos Fuzileiros da Marinha e demonstrações de técnicas de salvamento pelo Instituto de Socorros a Náufragos. Depois de um dia de praia, sol e muito surf, o Centro Internacional de Surf promove uma série de festas e concertos.

Nacional de Esperanças apanha a boleia!
Também na Praia do CDS, mas a começar já amanhã, dia 27, e até quinta-feira, realizar-se-á a 3ª etapa do DEEPLY – Circuito Nacional de Surf Esperanças. Esperados são cerca de 150 jovens surfistas de todo o país que aproveitam este circuito para dar os primeiros passos nas suas carreiras competitivas.

26 June 2006

PHOTO OP

Com um cenário destes, não admira que a ASP se feche em copas!
(Photo: ASP/Tostee)

Andy Irons conquista o México

O tri-campeão mundial está mais perto na disputa deste ano pelo título de campeão mundial de surf, ao ter vencido a última etapa da “Dream Tour”.
“Algures no México” Andy Irons não achou par que lhe fizesse frente e levou para casa a vitória do Rip Curl Pro Search, depois de uma final renhida contra Taylor Knox nas ondas perfeitas e quase sempre tubulares de La Jolla.
Com a ondulação a variar entre um e dois metros e o vento a aumentar ligeiramente, o truque da final esteve nas curvas vincadas ao invés dos clásicos tubos. E Andy foi exímio, mostrando estar em grande forma desde o primeiro dia da competição.
“Estou a sentir-me muito bem!”, disse Irons. “Apenas estar na final já é fantástico. Fiz ponto de honra chegar a algumas finais este ano, mas ganhar ainda é melhor. O Taylor é um bom amigo e nós divertimo-nos tanto esta semana que este é um final perfeito.”
Agora Irons parece estar anseoso por não perder o ritmo. “É seguir para a frente! O momento apenas agora começou e eu sei que preciso de capitalizar esta vitória e transpô-la para a próxima prova em Jeffreys Bay e, com sorte, para todo o resto do ano”, rematou o tri-campeão com muita confiança.
Pelo lado de Knox, apesar de ter sido batido por Irons e ter feito a final numa prancha que não estava a 100%, o americano está satisfeito com a sua prestação até à data. “Este ano tem estado a resultar muito bem para mim. Este foi um dos melhores arranques que alguma vez tive, até porque não tenho realmente pensado muito nisto.”
E foi contra um Taylor Knox despreocupado mas muito forte que o campeão mundial em título, Kelly Slater, ficou-se pelos quartos-de-final nesta etapa no México.
Depois de ter estado afastado, devido a uma lesão ocorrida logo no início do ano, Slater retomou à acção, mas, porém, marcou este regresso com uma performance que lhe é estranha, cometendo vários erros e caindo com frequência em manobras que estiveram longe de atingir o crítico que lhe é característico. Porém, apesar dos contratempos, Kelly Slater continua a liderar o ranking... mas com Andy cada vez mais no seu encalço.
A Foster’s ASP Men’s World Tour segue agora para J-Bay, na África do Sul.

Ranking FOSTER’S ASP MEN’S WORLD TOUR, Após o Evento #5 - RIP CURL PRO SEARCH MEXICO

1. Kelly Slater (USA) 4233 points
2. Andy Irons (HAW) 4140 points
3. Bobby Martinez (USA) 40008 points
4. Taj Burrow (AUS) 3650 points
4. Taylor Knox (USA) 3650 points
6. Damien Hobgood (USA) 3542 points
7. Joel Parkinson (AUS) 3052 points
8. CJ Hobgood (USA) 2896 points
9. Bruce Irons (HAW) 2884 points
(Photos: ASP/Tostee)

PHOTO OP

Há dias que nos tiram o fôlego...
Dia de perfeição no Lizandro - Inverno2006
(Photo: Mar~)

Mulheres rumo ao Guincho

No segundo fim-de-semana de Julho a praia do Guincho será literalmente invadida por dezenas de mulheres, prontas a participar naquele que será um dos maiores eventos deste Verão.
A Rip Curl aliou-se novamente à Davidoff para juntos, à semelhança do que aconteceu no ano passado, realizarem mais uma edição do Rip Curl Girls Tour.
Durante os próximos meses, o autocarro da Rip Curl Girls Tour percorrerá 16 cidades europeias, sendo o Guincho a sua primeira paragem.
Miúdas, jovens e graúdas poderão trocar mais um fim-de-semana de Mundial de Futebol por dois dias preenchidos por uma experiência única: aprender a fazer surf e conhecer todo o ambiente gerado em torno de um dos desportos em maior expansão no nosso país.
Assim, para além da presença de destacadas figuras do surf europeu, patrocinadas pela Rip Curl e que acompanharão toda tourné europeia, as aspirantes a surfistas poderão contar com aulas de surf teóricas e práticas, palestras, e muita animação!
Antes de pegar na prancha, tudo o que é preciso saber sobre o desporto e o mar será ensinado pelos melhores especialistas nacionais, que acompanharão as participantes no seu primeiro contacto com as ondas, como é o caso de Rodrigo Costa, nadador-salvador profissional especializado em segurança aquática a surfistas, que dará a palestra sobre Surf – Segurança e Salvamento. Mas porque, como em qualquer desporto, corpo e mente têm que estar em forma e harmonia, o programa do Rip Curl Girls Tour inclui também uma palestra sobre nutrição com a Madalena Muñoz, nutricionista. Tudo arrematado com aulas de BodyBalance, D’Jambé, Hip Hop e Danças Latinas, pois afinal, surf e música sempre andaram de mãos dadas. Para as participantes, a alimentação está incluída, assim como o material e alojamento.

23 June 2006

Balinese Welcome Flowers... Selamat pagi!
(Photo: Mar~)

Welcome! Welcome!

Divago pela internet quase todos os dias. Não porque não tenha nada para fazer, mas porque qualquer minuto que apareça vago tenho esta obssessão de o preencher.
Há três coisas que me ocupam a vida: o trabalho (o ganha-pão obrigatório), a família e os amigos (a nossa base) e o Surf (grande paixão).
Jornalista de formação e surfista com convicção, tendo a unir as duas sempre que posso e o tempo permite. Sigo de perto todas as publicações, no papel ou no ciberespaço, com a sede de informação que me está gravada na alma.
Confesso que quando analisamos os outros nas áreas em que queremos crer que somos especialistas, achamos sempre que podemos acrescentar uma vírgula, um ponto ou um parágrafo. Achamos que há sempre algo mais (ou menos) que poderia ser dito, temos acesso a informação que aos outros escapa... ou esperamos que tenha mesmo escapado.
O mundo do Surf é pequeno. Um cliché que contudo é comprovado todas as semanas, todos os dias. O nosso País também ele é pequeno, mas a tribo tem estado a aumentar a olhos vistos e de "marginais", os surfistas parecem agora estar cada vez na moda e a sua necessidade por informação é também maior.
Proponho neste blog (é mesmo assim: quem não tem verba, tenta as alternativas mais económicas... para editor e leitor) trazer-lhes uma verdadeira revista de surf online. «Mais uma!», pensarão todos... talvez... ou talvez não. Quero crer que o estilo de escrita varia de autor para autor, bem como os critérios noticiosos e o faro jornalístico.
Mas, sim, é mesmo uma revista de surf onde figurarão notícias nacionais, internacionais, sobre campeonatos, free-surf ou sobre o mercado. Fotografias com fartura, surftrips e opinião... sempre assinalada como tal, porque, ao contrário do que costumam ser os parâmetros de um blog, este site quer-se autónomo e isento. Deixarei ao critério de cada um a sua qualidade.
Porque é pela adrenalina que o nosso desporto se torna viciante, apresento-vos a RUSH! Espero que também se viciem!
O Editor