27 April 2007

Porque é que a galinha atravessou a estrada?

Ia a Rush muito sossegada na sua estrada quando, à frente, se atravessou uma galinha! Uma galinha bem gorda, de prancha debaixo do braço, a caminho da praia. Estranho é que a praia está longe, e as pernas da galinha são curtas! A miúda é também "anafadota" e demoraria uma eternidade a lá chegar.
A Rush deu-lhe boleia e não é que a galinha tomou posse do blog?!?!
É assim. Lição para a vida: DESCONFIEM SEMPRE DAS GALINHAS! Por mais radicais que elas pareçam, não percebem nada de surf e, para além de terem asas e não voarem, também não sabem nadar. Cuidado com os dropinos enquanto surfam pelas páginas do blog. A galinha é louca... e gorda!

25 April 2007

Miúdas em bikini!

(Bikini da Insight na capa da TWD!)


Com o verão quase à porta e o calor a rebentar chegou aquela altura do ano em que elas se despem o mais que podem... e eles agradecem!

Mas a moda chegou às praias e as meninas começam agora a transpor toda a sua sensualidade para os bocados de pano que levam para a areia.

Assim, com muita atitude, a Insight criou uma nova colecção de bikinis, trikinis e todos os outros kinis para que nunca se deixe de ter estilo! Neste caso, less is better!

Veja a colecção nova de swimwear da Insight aqui!

Saca e Mujica na Escócia

(Justin está no ataque do WQS!)
Tiago Pires e Justin Mujica estão outra vez em jogo na prova de seis estrelas do WQS, o O'Neill Highland Open, que está a decorrer em Brims, na Escócia, desde ontem.

Saca ainda continua na liderança do ranking e está cada vez com melhores prespectivas para este ano ser "o" ano de entrada na Dream Tour. Para isso, Tiago continua a apostar nos bons resultados nas etapas de seis estrelas. Em Durban conseguiu ir até aos oitavos-de-final, apenas perdendo para Neco Padaratz, que se encontra na segunda posição do ranking. Vamos ver como se porta nesta nova etapa do 'QS.

23 April 2007

Nicolau e Xica bem lançados no Pro Junior

Nicolau Von Rupp e Francisca Pereira dos Santos foram os grandes vencedores da primeira etapa do Campeonato Nacional Pro Junior de Surf.

Na prova que se realizou este fim-de-semana, em Ilhavo, os dois jovens dominaram cada uma das suas categorias, mostrando porque são consideradas as maiores promessas do surf nacional.

Na prova masculina, Nicolau Von Rupp, que não tinha participado neste circuito no ano passado, teve que começar a lutar desde o princípio do evento, o que mostrou não ser impeditivo para o jovem atleta, uma vez que, para além de ganhar a prova, conseguiu obter as duas melhores ondas pontuadas e os dois melhores scores de todo o fim-de-semana.

Nicolau já havia sido brilhante na etapa do WQS que se realizou em Penhice e as notas que conseguiu na final desde Pro Junior - um 8.5 e um 6.5 - foram prova de que este atleta está em grande forma e com vontade de superar tudo e todos.

"Estou muito cansado mas feliz, pois esta era o meu grande objectivo", disse no final da etapa o surfista luso-germâico´, reconhecendo: "É sempre bom começar com uma vitória, para a qual contribuiu o meu treinador, a quem tenho que agradecer. Espero que as próximas etapas sejam tão disputadas como esta e espero voltar a conseguir apresentar bom surf". Um surf que não foi par para Leo Belime (2º), César Rosa (3º) e Frederico Morais (4º).

Já no que diz respeito às meninas, e sem grandes surpresas, Francisca Pereira dos Santos voltou a subir um pódio nesta etapa do Pro Junior. E deveu-o a um reviravolta que conseguiu introduzir no resultado final com uma onda que lhe valeu um 8.17.

"Tive muita sorte ao encontrar aquela onda, porque foi das poucas ondas do set que ligaram com o inside", conta a surfista que parece estar determinada em fazer novamente um muito bom resultado neste circuito (Francisca é actualmente campeã nacional Pro Junior). Margarida Guerra (2º), Ana Penha e Costa (3º) e Raquel Sampaio (4º) foram as outras três jovens surfistas que subiram ao pódio nesta etapa de Ilhavo.

O Campeonato Nacional Pro Junior de Surf tranfere-se para Sines, nos próximos dias 26 e 27 de Maio.









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A camisola amarela deu sorte na primeira etapa do Pro Junior.

Nicolau Von Rupp (esq.) e Francisca Pereira dos Santos (dir.) a soltar água!

(photos: Alfarroba/Ricardo Bravo)

22 April 2007

Munro bate Jordy em Durban

(photo: Barry Tuck/Quiksilver)

Quem pensava que Jordy Smith tinha garantido a vitória da primeira edição do Quiksilver Pro Africa (nem que fosse pelo apoio maciço do público local), que se realizou esta semana em Durban, África do Sul, enganou-se redondamente! O australiano Luke Munro não quis deixar o prémio em casa e habilmente venceu esta etapa de 6* do WQS.

Naquela que foi uma estrondosa final entre os dois surfistas, com um verdadeiro espectáculo de surf, entre os muito arriscados aerials que já são o sinal de marca de Jordy e os carvings espectaculares de Munro, este último através de um jogo de grande paciência (e muita experiência!) mostrou a sua superioridade.

Já Jordy Smith tinha apanhado 4 ondas, quando o surfista australiano arrancou na sua primeira onda... que lhe valeu um 8.50! Ao que juntou logo depois uma nota de 6.80. Jordy tinha conseguido na sua melhor nota um 7.83 e ficou a precisar de um 7.48 para poder virar o resultado. Mas a sorte não estava do seu lado...

"Eu sabia que tinha que esperar pelas boas ondas, isto se quisesse ganhar ao Jordy. Ele tem estado numa forma brilhante durante toda a semana, obtendo notas muito altas em ondas más, por isso eu tinha mesmo que me concentrar nos sets", contou Luke Munro. "Tinha estado a observar o Jordy durante toda a semana e sabia que não conseguia vencê-lo nos aérios e supermans em ondas pequenas, por isso a minha estratégia era ser paciente, e funcionou! Tive um mau arranque de temporada este ano, por isso com esta vitória espero ganhar algum impulso e continuar no bom caminho", diz.

Para já, a vitória de Munro, para além dos US$15,000, rendeu-lhe 3000 pontos e a subida para a 13ª posição no ranking deste ano do WQS. Já Jordy Smith subiu para a 3ª, atrás de Neco Padaratz e do nosso Tiago Pires, que continua a manter-se firme na dianteira.

21 April 2007

Tiago perde Durban mas continua na corrida

Tiago Pires já está de fora do Quiksilver Pro África, que está a decorrer desde o inicio da semana em Durban, mas continua bem lançado no ranking WQS desde ano.
O surfista português conseguiu chegar até aos oitavos-de-final, altura em que participou num dos heats mais renhidos de todo o campeonato contra Neco Padaratz.
Durante a bateria a liderança saltitou entre Saca e o brasileiro, tendo Tiago conseguido manter-se à tona. Porém, a poucos minutos do fim, Padaratz aproveitou uma boa onda, pontuando um 7.33 e carimbando o bilhete de partida ao surfista português.
Ainda a 20 segundos da buzina, Saca conseguiu apanhar uma onda que surfou muito bem até à areia, mas o esforço não foi recompensado e Tiago não conseguiu os pontos que precisava para virar o resultado.
Já para Neco Padaratz, o surf pequeno e onshore muito se assemelha ao surf que costuma fazer no Brasil: "As ondas mudaram muito desde o último heat. Tinha estado a observar as baterias anteriores e com a maré a vazar e o vento a começar a soprar, as condições não estavam as mesmas", diz o surfista, contando que as ondas do seu heat "estavam quase como aquelas que costumo ter em casa, por isso acabei por me divertir".
Mas, por ter chegado aos oitavos-de-final de outra prova de 6 estrelas, Tiago Pires pode ter encerrado aqui esta etapa de Durban, mas continua bem lançado na corrida para o WCT e a segurança e muita motivação que tem demonstrado de certo continuarão a dar frutos.

20 April 2007

Saca já está nos oitavos!

Depois de ter passado em 2º o heat do round de 48, contra Jordy Smith (que passou em 1º), Michel Bourez e Paulo Moura, Tiago Pires dominou o seu heat do round de 24, onde defrountou Shaun Gossman e o "vizinho" espanhol Eneko Acero.

Naquele que foi um dos melhores dias de surf até agora no Quiksilver Pro África, Saca encetou o score board com um 6.67, ao qual, a meio da bateria, iria junta um 6.10, que lhe garantiriam a passagem em primeiro para o round de 16 (oitavos-de-final).

A batalha passou então a ser pela segunda posição, tendo Eneko começado muito bem, mas perdendo depois ritmo para um Shaun Gossman, primeiro tímido, depois terrível!

Quanto a Tiago, o surfista português, que foi o primeiro europeu a seguir em frente para amanhã, estava verdadeiramente inspirado. Apesar de um ou dois momentos de maior nervosismo, Saca conseguiu focar e manter-se à frente na pontuação, libertando um surf muito bonito, solto e ao mesmo tempo cheio de power.

Nota especial para os aficcionados portugueses, que, acompanhando os heats do Saca pela internet, inundaram os speakers com mensagens de apoio ao surfista, tendo eles chegado mesmo a pensar que só poderia ser feriado em Portugal para ter tanta gente on-line.

19 April 2007

Saca no Round 4 do QuikPro

Tiago Pires já está no round 4 do Quiksilver Pro Africa que está a decorrer em Durban, na África do Sul.

No seu primeiro heat desta prova de 6 estrelas do WQS, Saca disputou muito renhidamente com o havaiano Ola Eleogram, tendo terminado em segundo, mas assegurando passagem para o próximo round.

Sem ainda ter feito a sua primeira onda, Tiago viu Eleogram fazer de primeira um 7.17. Já todos os outros atletas tinham feito ondas quando saca inaugurou o seu score card com um 6.50 e um 6.40, chegando a estar em primeiro durante alguns minutos. Porém, a 3 minutos do fim do heat, Eleogram conseguiu novamente um 7.17 e encerrou a sua primeira posição. Saca ainda tirou um 6.53 e passou para a fase seguinte.

Estranhamente, quem não esteve nada bem foi o seu amigo Jeremy Flores. Actual rookie no WCT e muitas vezes considerado como um dos sucessores de Kelly S. no futuro, o francês foi quem mais ondas fez, mas a prova esteve longe de lhe correr de feição, tendo sido as suas maiores notas um 3.43 e um 3.17.

Também o australiano Adam Robertson não conseguiu pontuar mais do que um 4.67 e um 2.67.

Com a sua passagem para o round 4, Saca vai agora ter pela frente um heat muito difícil onde terá que defrontar o sul-africano Jordy Smith, o brasileiro Paulo Moura e Michel Bourez.

Fonzie Surf & BodyB


Os Fonzie decidiram prestar um tributo ao mundo do surf (e bodyboard) e filmaram o seu último vídeo, da música “Crashin’Down”, com a participação de alguns dos nomes mais conhecidos do surf português: Tiago Pires (Saca), Miguel Ximenez, Alexandre Ferreira (Dapin), Ruben Gonzalez, José Gregório, Aécio Flávio e Tiago Oliveira. Já no bodyboard os convites foram para Bernardo Alvim, Nuno Leitão (Batata), Paulo Costa (Paulinho), Hugo Pinheiro e Rita Pires.
O vídeo estreou no final do mês passado e pode ser visto em
www.fonzietime.com.

18 April 2007

Mujica perde de 1ª

Justin Mujica já está de regresso a Portugal, depois de ter perdido de primeira no round 144 do Quiksilver Pro África, que está a decorrer desde dia 15 em Durban, África do Sul.
O luso-alemão participou nesta etapa de 6 estrelas do WQS, tendo sido derrotado por Paul Canning, surfista local e muito conhecedor daquela onda, e Mikhail Thompson. Quem também está de volta mais cedo à Europa é o francês Tim Boal, que perdeu no mesmo heat do Justin.

16 April 2007

Saca e Marlon em Durban


Já começou em Durban, África do Sul, o Quiksilver Pro Africa, o maior WQS (6 estrelas) a decorrer desde sempre naquele país e que reunirá surfistas vindos de todo a parte do mundo: Japão, Brasil, Austrália, América, Havai, Europa e, como não podia deixar de ser, da própria África do Sul.

A liderar o contingente europeu está a prata da casa portuguesa, Tiago «Saca» Pires, que actualmente lidera o ranking WQS. Depois das suas prestações brilhantes logo no arranque da temporada, Saca apenas tem que se focar agora nos eventos de seis estrelas (como é o caso deste) e, caso se dê bem, o surfista português poderá muito bem ser um dos atletas a levar o “bilhete dourado” de entrada no WCT de 2008.

Para já, Tiago está marcado para entrar no heat 12, do round de 96, deste Quiksilver Pro Africa, tendo já como adversário o francês e seu muito amigo Jeremy Flores. Vamos ver quem mais lhe calha na rifa…

Mas antes do Saca entrar em competição, outro nome bem conhecido dos portugueses vai ter que mostrar o que vale: Marlon Lipke.

O luso-alemão está inscrito no heat 8 do round de 144, e disputará a sua passagem para a próxima ronda com os australianos Shaun Goosman e Paul Fisher, bem como com o sul-africano Klee Strachan, que certamente contará com o apoio local.

Tim Boal ganha o Reef Vendee Pro


Tim Boal a lutar contra fracas condições em La Sauzaie
(photo: Masurel/ASPEurope.com)

Entre a maré a vazar e o nevoeiro a levantar, o francês Tim Boal conseguiu vencer o espanhol Eneko Acero, Aritz Aranburu e o norte-americano Shaun Ward na final do Reef Vendee Pro, o WQS de 4 estrelas que terminou este fim-de-semana em La Sauzaie, França.


Boal não se deixou intimidar nem pela água fria, nem pelas condições do mar a baixar, nem pela forte concorrência, e, com muito estilo e muita determinação, mostrou aos juízes que merecia o prémio e os preciosos pontos (sendo esta uma prova a contar quer para o circuito WQS, quer para o circuito europeu).


Eneko conseguiu o 2º lugar, Shaun Ward o 3º e Aritz Aranburu teve que contentar-se com a 4ª posição, depois de ter feito uma interferência.


Já os portugueses que viajaram até França, o actual campeão nacional Ruben Gonzalez e Ariano Marques perderam de primeira.


Com este resultado, Tim Boal lidera agora o ranking europeu e acumula bons pontos para a corrida ao WCT.

Grego e Chica arrasam no Porto



Uma rasgada à la Grego!
(photo: Alfarroba/Ricardo Bravo)




José Gregório e Francisca Pereira dos Santos foram os grandes vencedores da segunda etapa do circuito nacional de surf, o Lightning Bolt Pro, que se realizou este fim-de-semana, no Porto.

Depois de dois dias de ondas a roçarem o flat, a prova recebeu uma dádiva de Neptuno no domingo, o que proporcionou grandes condições para os surfistas ainda em competição darem o tudo por tudo. E foi o que fizeram: manobras arrojadas, aéreos, muito, mas mesmo muito power.

Na categoria Open, José Gregório (que se andava a lamentar o tempo todo pelas condições pequenas do mar) encontrou Gustavo Gouveia na final. Mas o surfista da Ericeira estava imparável e poucas hipóteses deu a Guga: Grego conseguiu pontuar duas boas ondas com um 7 e um 8, obtendo um total de 15 pontos (num máximo de 20), contra os 12,67 de Guga Gouveia.

“Eu sabia que a primeira onda seria decisiva, por isso lutei muito por aquela esquerda, que acabou por me dar a vitória. Foi um heat muito táctico, e o Guga foi um adversário difícil, porque tem claramente vantagem neste tipo de ondas,” disse José Gregório, mostrando-se muito confiante para as próximas etapas: “Estou muito satisfeito com o resultado, que veio demonstrar que os acidentes de percurso da primeira etapa acontecem, e que ainda estou aqui para lutar pelas vitórias.”

Já na parte feminina, a jovem Francisca Pereira dos Santos mostrou porque é considerada uma das maiores esperanças do surf nacional feminino. Chica não podia ter tido maiores adversárias na final desta segunda etapa: a actual campeã nacional e veteraníssima Patrícia Lopes (3º lugar), a vice-campeã nacional e vencedora da última etapa Joana Rocha (4º lugar), e a surpreendente Maria Margarida Guerra, que ficou em 2º.

Francisca passou grande parte do heat final em último lugar, quando conseguiu apanhar uma onda muito boa e passou de 4º para 1º, consolidando essa liderança logo a seguir com um 6.5.

“É sempre difícil ganhar, até porque o nível de surf está a aumentar, mas treinei muito para isto”, disse a surfista da Caparica, acrescentando: “Foi muito bom vencer no Porto, estava muito público, muita gente a assistir e a aplaudir.”

A próxima etapa do circuito nacional é em Sines, de 18 a 20 Maio, e a luta pelas posições no topo do ranking já começaram, sendo que Gustavo Gouveia, com o seu terceiro lugar na primeira etapa e agora esta final, destronou David Luís e já está na liderança. Já nas meninas, a luta também está renhida!







Francisca Pereira dos Santos está a mostrar que merece toda a aposta que está a ser feita nela (photo: Alfarroba/Ricardo Bravo)














Apesar de ter andado um pouco apagado, o sorriso de José Gregório não engana ninguém: o ex-campeão nacional ainda está cá para as curvas!
(photo: Alfarroba/Ricardo Bravo)

13 April 2007

Nacional de volta ao Norte




O campeonato nacional de surf está este fim-de-semana de volta ao norte.


De hoje até domingo, na praia mesmo em frente ao edifício transparente no Porto, perto de 100 atletas (masculinos e femininos) vão tentar dar o passo em frente no circuito nacional.


Depois da vitória na primeira etapa de David Luís, o surfista lidera actualmente o ranking nacional. Mas muitos são os surfistas que estão anseosos para o destornarem dessa posição, entre eles os atletas mais jovens que parecem muito determinados em atacar o circuito principal.


Por outro lado, uma das grandes ausências nesta etapa é Ruben Gonzalez, que se encontra em França para disputar o WQS de 4 estrelas, o Reef Vendeé Pro.


Para já a competição arrancou com o primeiro round e quartos-de-final femininos, e já com a eliminação de Joana Andrade, que é por si sempre uma grande candidata ao título, bem como da Vera Costa.


Vamos ver que outras surpresas poderão ocorrer até domingo!

12 April 2007

Taj toca o sino!

Taj Burrow a merecer o nome no troféu do sino!


Taj Burrow é o vencedor do lendário Rip Curl Pro, em Bells Beach, Austrália.

Depois de muitos dias parada, a segunda etapa do Dream Tour deste ano chegou ao fim com um desfecho brilhante entre o australiano Burrow e o hawaiano e tri-campeão mundial Andy Irons.

“Estou tão contente!”, dizia Taj no final, referindo que, “de todos os campeonatos, este era aquele que mais queria ganhar, por isso estou extasiado. Estou muito feliz de ver o meu nome naquele troféu”.

Valeu ao surfista uma onda que surgiu nos dois últimos minutos do final da bateria e que permitiu a Taj tirar um 9.00 e virar o resultado, numa altura em que Andy Irons dominava a bateria quase desde o início.

“Sabia que tinha que surfar muito bem aquela onda, porque era muito boa”, conta o surfista australiano, revelando o que sentiu no momento da vitória: “Estava a tentar não pensar em terminar a onda, ou de tudo o que estava à minha volta, ou na quantidade de gente que estava na praia a olhar para mim, ou abstrair-me de toda a pressão. A meio da onda tomei consciência de que já tinha conseguido uma boa pontuação e então comecei a arriscar um pouco mais, a apostar mais nas minhas viragens. Simplesmente tive aquele feeling: «sim, já consegui!» e foi uma sensação incrível”.
(Taj's On)

Quem perdeu esse feeling foi Andy Irons, que viu a vitória a escorregar-lhe pelo meio dos dedos.
“Nunca nada está ganho, principlamente quando estamos numa final com um gajo como o Taj”, conta o surfista havaiano, que acabou seco nos últimos segundos, sem nenhuma onda boa que pudesse fazer frente à nota com que o australiano tinha fechado o resultado: “Eu sabia que estava outro set a entrar, só não tinha a certeza se seria um bom. Haviam duas ondas no meu set, mas não penso que nenhuma delas fosse material para 9.00. Penso que o Taj surfou muito bem e foi muito esparto no fim.”
(Andy' On)

Pelo caminho ficaram ainda Mick Faning e Tom Whitacker, derrotados pelos dois finalistas nas meias-finais, bem como este último chegou mesmo a derrotar um inspirado Kelly Slater, nos quartos-de-final.

Para Andy Irons, atletas como Burrow ou Fanning são grande ameaças este ano. “Eles realmente estão muito sedentos de vitórias. O último campeão mundial oriundo da Austrália foi o Occy, em ’99, por isso tenho a certeza que eles vão dar um grande impulso este ano. Eles sempre conseguiram bons resultados, agora é só uma questão de consistência durante o ano. Mas ainda só houve dois eventos. Vamos ver como eles se portam quando chegarmos ao 10º”.

Para já, Taj Burrow junta-se precisamente a Mick Fanning na liderança do ranking WCT, com o Tour a mudar-se para a sua próxima paragem: Teahupoo! Já no início do próximo mês.

Taj não podia estar mais contente por ganhar em casa. photo: ASP/Covered Images

Foster’s ASP World Tour Top 10 (Após o Rip Curl Pro em Bells Beach)
1. Mick Fanning 3536 points
1. Taj Burrow 3536 points
3. Bede Durbidge 1632 points
4. Kelly Slater 1608 points
5. Joel Parkinson 1464 points
6. Michael Campbell 1332 points
6. Ben Dunn 1332 points
8. Tom Whitaker 1286 points
9. Andy Irons 1257 points
10. Bruce Irons 1200 points
10. Daniel Wills 1200 points
10. Travis Logie 1200 points

10 April 2007


Há 34 anos atrás a Rip Curl organizava o primeiro Bell's.
Lembram-se do cartaz? Eu ainda nem andava cá!

De olhos mais abertos

Quem, como eu, começou nas andanças do surf há cerca de 10 anos lembra-se do estranho que era andarmos com uma prancha debaixo do braço no meio da rua. Podíamos ver pelas revistas estrangeiras que a cena surfística já tinha dado um grande pulo lá fora e por cá ainda permanecia como “aquela coisa estranha que os jovens sem futuro fazem”.

Passados esses 10 anos, hoje o surf está literalmente na crista da onda!

Graças, ou não, aos “Morangos com Açúcar” (quero pensar que não foi por isso), o surf tem vindo a ser encarado como um desporto saudável, ligado aos jovens das classes média/alta, uma lufada de ar fresco. As pessoas em geral já acham imensa piada e de todas as idades querem pelo menos experimentar um dia.

Foi tendo em mente essa nova mudança de mentalidades que a TMN lançou agora uma forte aposta no surf, apoiando os eventos internacionais que têm lugar em Portugal e patrocinando uma equipa de notáveis surfistas, entre eles o nosso Kelly Slater de serviço, o SACA.

O ano não podia ter começado de melhor maneira para o Tiago [Pires]. Primeiro, o arranque estrondoso no circuito WQS (estando actualmente a liderar o ranking) e agora o patrocínio da maior empresa de telecomunicações nacional.

Sobre a associação desta marca ao nosso desporto só posso olhar com bons olhos, porque atrás dela podem muito bem vir outras que nunca antes o fizeram, ou porque nunca tinha reparado na evolução que o surf estava a ter, ou porque, reparando, não tinha a coragem de dar o passo em frente.
Penso que quem ganha… são os surfistas!

Isto porque passam a ter mais oportunidades, mais apoios fidedignos, e, quem sabe um dia, o surf poderá vir a ser encarado finalmente como uma verdadeira profissão ao alcance de todos (ou, pelo menos, dos que são realmente bons), um privilégio que muitos poucos surfistas portugueses podem hoje ter. EDITOR

08 April 2007

Marlon Lipke vence o Rip Curl Pro

Marlon Lipke foi o grande vencedor da 20ª edição do Rip Curl Pro que terminou hoje nos Supertubos, em Peniche.

O alemão, residente no Algarve, não deu trégua aos espanhóis Pablo Gutierrez e Pablo Solar e ao britânico Reubyn Ash, num dia onde só ficaram a faltar as ondas de melhor qualidade, uma vez que não ultrapassaram o meio metro.

O heat final daquela que é a prova mais antiga a ser realizada em Portugal foi um teste aos nervos até aos últimos segundos antes da buzina apitar. Apesar de ter liderado a bateria, Marlon Lipke quase que viu a vitória escapar-se pelo meio dos dedos quando Pablo Gutierrez, que tinha estado toda a final em 4º lugar, conseguiu fazer duas ondas acima dos 7 pontos. Porém, não suficientes para levar para casa o troféu e respectivo prize-money.

“Foi uma vitória muito suada!”, disse no final Marlon, contando que começou a prova a sentir-se muito confiante, mas “nos momentos finais deixei passar uma onda que pensava não ter grandes potencialidades, mas que o Pablo [Gutierrez] conseguiu apanhar e transformar num 7”.

Já o surfista espanhol mostrou muito fair-play e também estar muito feliz com esta segunda posição.

“No princípio correu-me muito mal. Não conseguia fazer nada!”, diz Pablo, que, depois de ter mudado de estratégia e de pico, viu a sorte sorrir-lhe: “O Marlon tinha muito bons scores e eu não tinha nada! Mas apareceram umas ondas com potencialidade e eu dei o meu melhor”. “O segundo lugar com estas condições é fantástico!”, conclui.

Portugueses de fora nos quartos-de-final
Sendo este um dos Rip Curl Pro’s com mais afluência de portugueses foi, no entanto, de estranhar que não houvessem portugueses na final... isto, apesar de Marlon ser, no final de contas, mais português que alemão, como o próprio afirmou.

Depois de uma prestação belíssima de vários jovens surfistas nacionais, como foi o caso de Miguel Ximenez, César Rosa, João Guedes ou Edgar Nozes, entre outros atletas nacionais mais experientes, apenas o veterano João Antunes e o tri-campeão nacional Ruben Gonzalez conseguiram chegar aos quartos-de-final. Mas nem um nem outro conseguiram vencer os seus heats.

Porém, sendo esta a primeira prova a contar para o ASP European Championship Tour (antigo EPSA), os pontos recolhidos por muitos dos surfistas portugueses que responderam à chamada de Peniche arranjam já de uma maneira muito interessante o ranking europeu e são uma rampa de lançamento para o ano competitivo no velho continente.