27 February 2009

Os melhores de 2008

Wayne Rabbit despediu-se ontem à noite do surf profissional
(photo: asp/covered images)
Os melhores surfistas do mundo reuniram-se ontem à noite para mais uma noite de coroação da ASP.
Conhecido como os óscares do surf, a noite mais glamorosa do ano serviu para reconhecer os atletas que melhores resultados apresentaram no decorrer no ano passado, entre eles, Kelly Slater e Stephanie Gilmore, os dois campeões mundiais de 2008.
Segue a lista dos galardoados:
2008 ASP World Champion: Kelly Slater (USA)
2008 ASP Women’s World Champion: Stephanie Gilmore (AUS)
2008 ASP World Tour Runner-Up: Bede Durbidge (AUS)
2008 ASP Women’s World Tour Runner-Up: Silvana Lima (BRA)
2008 ASP World Tour Rookie of the Year: Dane Reynolds (USA)
2008 ASP Women’s World Tour Rookie of the Year: Nicola Atherton (AUS)
2008 ASP World Tour ‘Most Improved’: Adrian Buchan (AUS) and Adriano de Souza (BRA)
2008 ASP Women’s World Tour ‘Most Improved’: Melanie Bartels (HAW)
2008 ASP World Longboard Champion: Bonga Perkins (HAW)
2008 ASP Women’s World Longboard Champion: Joy Monahan (HAW)
2008 ASP World Junior Champion: Kai Barger (HAW)
2008 ASP Women’s World Junior Champion: Pauline Ado (FRA)
2008 ASP WQS No. 1: Nathaniel Curran (USA)
2008 ASP WQS Women’s No. 1: Sally Fitzgibbons (AUS)
Peter Whittaker Award: Taylor Knox (USA)
ASP Service to the Sport: Alexander Fontes (BRA)

23 February 2009

Tiago na primeira pessoa

Tiago Pires está prestes a iniciar mais um ano no tour mundial, depois de um 2008 cheio de altos e baixos.
À ASP, Saca falou na primeira pessoa:
"Este inverno foi dividido em dois! Nas primeiras duas ou três semanas, fiz férias longe do oceano. Fui a Oslo e a Moscovo!
Como não podia surfar tornou-se um pouco frustante ficar em casa, a ver ondas perfeitas a partirem.
Já a segunda parte foi preenchida com um programa de recuperação muito intenso, com muita fisioterapia e ginásio. Estou inserido num grupo de trabalho de treino lliderado pelo selecionador português de rugby e o resultado tem sido espantoso. Estou a sentir-me muito motivado no sentido de melhorar o meu estado fisico.
Para lá disso, passei algum tempo em casa com a minha família e amigos... foi estranho passar cerca de dois meses em casa. Senti-me como uma pessoa normal!
Desde que tive que desistir do Pipemaster no ano passado [Tiago lesionou-se numa sessão de free surf pouco antes do início da última etapa do tou] que devo ter surfado somente uma semana, mas acho que agora estou quase 100% recuperado. Ainda sinto alguma dor no pescoço e costas, mas é apenas uma dor residual, nada que me assuste. Alguns médicos chegaram a dizer-me que que algumas lesões no pescoço podem durar seis meses por isso não posso estar à espera de milagres.
Para já, estou em Sydney, na Austrália, a passar algum tempo com o meu shaper Chilli. Temos estado a trabalhar no meu novo quiver para o primeiro evento na Gold Coast. As ondas aqui são muito rápidas por isso tenho que garantir que estou a levar as armas indicadas.
Vou estar no Superbank apartir do dia 23, cinco dias antes do início do período de espera. Com toda a experiência que ganhei no ano passado, todos os momentos diferentes pelos quais passei em 2008, desde as grandes dúvidas, como os heats espectaculares no Tahiti, Fiji ou a semi-final na Indonésia, sinto-me muito mais maduro.
Acho que vou conseguir largar a pressão e mostrar todo o meu potencial. Contudo, estou um pouco ansioso quanto ao primeiro evento. Sei que não vou estar 100% preparado para ele, mas estou com muita vontade de competir. Vamos ver como vou conseguir portar.me em 2009. Mas tenho a certeza que já não vou sentir o mesmo borbulhar no estômago que se sente quando se é rookie!
Acontece o que acontecer, posso dizer que a Europa está a testemunhar um grande momento da história do surf competitivo com sete surfistas no tour mundial. Todos são excelentes surfistas com capacidade de fazerem mossa. Por isso estou muito curioso para ver o que vai acontecer.
Temos power surfers como o Marlon e o Michel Bourez, competidores muito inteligentes, como o Tim Boal e o Aritz Aranburu e, claro, o Micky Picon e o Jeremy Flores que já deram provas de estar entre os melhores".

Top 17 feminino preparadas para acção

Stephanie vai estar este ano em defesa do seu título mundial e promete dar espectáculo
(photo: ASP/Covered Images)

À beira do início da primeira etapa do circuito mundial, o Roxy Pro Gold Coast, em Coolangatta, na Austrália, as surfistas do top 17 estão prontas para entrar em acção.
Para além da 2x campeã mundial Stephenie Gilmore e da peruana Sofia Mulaniovich, outras caras surgem este ano para dar provas de que uma nova vaga de surfistas se prepara para tomar de assalto o tour.
Sally Fitzgibbons é uma delas. A jovem de 18 anos, que conquistou o WQS no ano passado, fazendo história ao conquistar a sua posição no WCT deste ano logo a meio de 2008, será uma das atletas que promete fazer jorrar tinta.
"Estou muito excitada por estar a competir na minha primeira prova como surfista profissional a full-time", conta Sally, afiançando que conta com a sua experiência como wildcard em anos anteriores e por estar a surfar em Snapper Rocks, uma das suas ondas favoritas.
O primeiro heat será logo uma prova de fogo, ao ter que defrontar Silvana Lima e Megan Adubo.
Fique a conhecer as baterias desta primeira paragem do tour mundial feminino:
Heat 1: Samantha Cornish (AUS), Jessi Miley-Dyer (AUS), Paige Hareb (NZL)
Heat 2: Amee Donohoe (AUS), Jacqueline Silva (BRA), Alana Blanchard (HAW)
Heat 3: Stephanie Gilmore (AUS), Rosanne Hodge (ZAF), TBA
Heat 4: Silvana Lima (BRA), Sally Fitzgibbons (AUS), Megan Abubo (HAW)
Heat 5: Sofia Mulanovich (PER), Chelsea Hedges (AUS), Coco Ho (HAW)
Heat 6: Melanie Bartels (HAW), Rebecca Woods (AUS), Bruna Schmitz (BRA)

15 February 2009

Surf com F(eminino) grande

(photo: Marlene)


(Comecei recentemente um conjunto de crónicas na revista Free Surf que passarei a reproduzir neste blog)
Stephanie Gilmore é um homem a surfar. Não hajam dúvidas. Não é uma comparação que me dê gosto fazer, essa do homem vs mulher, mas a verdade é que os homens, na sua maioria, têm um estilo mais bonito que as mulheres, ao conseguirem unir a força das manobras à suavidade de acompanhar o movimento das ondas.
Claro que entramos no campo da competição internacional e tudo muda.
Gilmore é um homem a surfar. O seu surf é tão bonito e complexo que envergonha muitos dos surfistas que por aí andam.
Stephanie conseguiu recentemente o seu segundo título mundial numa justa vitória no Havai. A luta estava renhida com a brasileira Silvana Lima. O meu chapéu a Silvana, que durante toda a sua carreira como pro-surfer teve que dar o litro para conquistar o seu espaço entre as meninas que, para além de um surf animal, sempre tiveram uma carinha laroca a acompanhar. Já Silvana, não… resta-lhe o profissionalismo e o talento, com os quais este ano quase, quase, destronou a imparável australiana.
A Happy Gilmore, como lhe chamam por ser dona de um sempre presente e electrizante sorriso, tem uma história que desde cedo previa este desfecho (ou será apenas o começo?). Começou por se pôr em pé em cima de uma prancha de bodyboard com apenas 10 anos e desde aí que tem vindo a superar-se.
Claro que ser da Austrália, onde o surf é desporto nacional, ajuda sempre. Partilhar as ondas com Mick Fanning, também. Mas o talento é também condição sine qua non.
Em 2005, com apenas 17 anos, a surfista fez o alerta à navegação, ganhando como wildcard o seu primeiro evento do tour mundial, o Roxy Pro, na Gold Coast. Está bem que estava em casa, mas o seu surf deixou todos de boca aberta e os oráculos começaram a espalhar a palavra de que estávamos diante de uma futura campeã mundial. Bastou dois anos (o primeiro a fazer o circuito de qualificação) para a profecia se concretizar. E mais um para agora se consolidar.
Dois anos no Tour, dois títulos mundiais. E agora? Claro que cada ano competitivo pode ser uma autêntica surpresa, mas a verdade é que Stephanie está no topo da sua carreira, o seu surf parece continuar em permanente evolução e vontade não lhe faltará para, quem sabe, chegar aos sete títulos alcançados por Layne Beachley (que este ano anunciou a sua retirada da competição, escolhendo apenas fazer algumas provas... just for the fun of it!), mas a concorrência nos dias que correm está cada vez mais forte.
Já mencionei a “brasileira-dinamite”, Silvana Lima, que conseguiu acabar o ano na segunda posição do ranking, e a peruana Sofia Mulanovich também sempre deu provas de que não gosta de perder.
Mas outros nomes se afiguram como potenciais importunadoras da bi-campeã mundial, entre as quais a bombinha havaiana Coco Ho. Porém, o mundo do surf feminino tremerá quando Carissa Moore fizer o seu debut no circuito. E estaremos todos cá para ver e pasmar.
Até lá, Stephanie Gilmore vai continuar a surfar como um homem e a marcar toda uma geração de surfistas que crescerão e evoluirão com o seu talento. Foi assim com Margo Oberg, com Wendy Botha, com Lisa Anderson ou com Layne Beachley, só para mencionar algumas.

NOTA: Começo nesta edição uma série de crónicas que, embora não passem de pensamentos altos, espero que despertem algum interesse ou até comentários. Comecei com o surf feminino, porque, afinal, sou surfista e gosto sempre de ver algum espaço dedicado às miúdas. Mas não me vou cingir a este tema. Outros assuntos se impõem. Agradeço desde já à equipa da Free Surf o convite e a oportunidade de conseguir partilhar com a tribo alguns dos pensamentos e ideias que me povoam a mente. Aloha!

03 February 2009

Portugal na Transworld


Todos sabemos o que temos no nosso quintal, mas não podemos deixar de ter orgulho quando nos deparamos com reportagens como a que saiu na Transworld e sob um título tão sugestivo: "Perfeição em Portugal".
A revista acompanhou o Marlon e o Aritz em algumas ondas fabulosas portuguesas e deixou de boca aberta e a aguar meio planeta.
Sim, vem mais crowd... mas, bolas, crowd já nós temos e não custa nada puxarmos dos galões!