16 July 2012

Rip Curl Cup Padang-Padang


Já começou o período de espera do Rip Curl Cup Padang-Padang.

Esta prova realizada na conhecida onda tubular de Padang-Padang, em Bali, Indonésia, conta com 32 convidados: os internacionais Chris Ward (USA), Jamie O'Brien (Hawaii), Anthony Walsh (Australia) e Dean Morrison (Australia), bem como 16 surfistas indonésios, entre os quais Lee Wilson (vencedor no ano passado), Garut Widiarta e o lendário Rizal Tanjung.
It has started the waiting period of the Rip Curl Cup Padang-Padang.

This event takes place on the well known tubular wave of Padang-Padang, Bali, Indonesia, and has 32 invitees: International surfers Chris Ward (USA), Jamie O'Brien (Hawaii), Anthony Walsh (Australia) and Dean Morrison (Australia), as well as 16 Indonesians surfers, including Lee Wilson (winner of last year event), Garut Widiarta and the legendary Rizal Tanjung.


Ela está de volta! • She's Back!



Stephanie Gilmore conseguiu outra vez: é pela quinta vez campeã mundial de surf.

Gilmore venceu consecutivamente o título entre 2007 e 2010, tendo caído para terceiro lugar no ano passado após alguns acontecimentos a título pessoal que mexeram com a parte emocional da surfista.

Este ano, com novo patrocínio e de ânimo restabelecido, a australiana de 24 anos entra para a elite de mulheres surfistas, ultrapassando em número de títulos as norte-americanas Freida Zamba e Lisa Anderson, e a australiana Wendy Botha, sendo apenas comparada a Layne Beachley.


Stephanie Gilmore did it again: she’s world champion for the fifth time.

Gilmore won the title consecutively between 2007 and 2010, having fallen to third place last year after a few events in her personal life that stirred her emotional side.

This year, with new sponsorship and spirits restored, the 24 year old Australian joins the women surfers elite, exceeding in number of titles the North-American surfers Freida Zamba and Lisa Anderson, as Australian Wendy Botha, only being compared with Layne Beachley.


11 July 2012

Já conheces Derek Rabelo? • Have you met Derek Rabelo?



Parte de essência do surf é perceptível pelos nossos sentidos. A “sensação” que o surf nos dá é inigualável e é ela que nos torna viciados em relação a este desporto. É ela que faz com que o surf seja diferente de todas as outras actividades e é ela que faz com que queiramos adoptá-lo como um estilo de vida.
Nos últimos tempos temos visto surfistas portadores de deficiência mostrar ao mundo que também eles conseguem surfar, que também eles têm lugar no outside e talvez eles consigam sentir o surf mais que qualquer um.
Uma dessas histórias inspiradoras é a do surfista brasileiro, Derek Rabelo. Derek é cego de nascença mas não foi isso que o travou de surfar uma das ondas mais temidas do mundo: Pipeline, Havai.
Derek só precisava que o apontassem para as ondas, para a seguir surfar aquela esquerda como todos.
O melhor teste é fazer como Makua Rothman e tentar fechar os olhos dentro de água para termos um pequeno exemplo do que este surfista tem que enfrentar e perceber que este não é um surfista comum… é um super surfista.
Part of the essence of surfing is perceived by our senses. The "feeling" that surfing gives us is unique and is what makes us hooked on this sport. It’s what makes surf different from all other activities and it’s what makes we want to adopt it as a lifestyle.
Lately we’ve seen surfers with disabilities show the world that they too can surf, that they can also take place on the outside and maybe they feel surfing more than anyone.
One of these inspiring stories is that of the Brazilian surfer, Derek Rabelo. Derek is blind from birth but that didn’t stop him to catch a wave in the world's most feared surf spot: Pipeline, Hawaii.
Derek just needed someone to appoint him to the waves, to surf that left as everybody.
The best test is to do as Makua Rothman and try to close your eyes in the water to have a small example of what this surfer has to face and realize that this is not an ordinary surfer ... he is a super surfer.





09 July 2012

J-Bay começa amanhã • J-Bay starts tomorrow


Embora tenha passado de evento de WCT para apenas um 6 estrelas, J-Bay continua a ser uma prova lendária e muitos dos nomes do world tour não quiseram deixar de marcar presença: Adriano de Sousa, Alejo Muniz, CJ Hobgood, Jordy Smith, John John Florence,entre outros.
Começa já amanhã!

Although passing from a WCT event for only a six-star, J-Bay remains a legendary event and many of the names of the world tour would not fail to be present: Adriano de Souza, Alejo Muniz, CJ Hobgood, Jordy Smith, John John Florence, among others.
Starts tomorrow!



06 July 2012

Storm Surfers


Ross Clarke-Jones e Tom Carroll uniram-se para possivelmente aquele que será um dos melhores filmes de sempre sobre surf em ondas grandes.
"Storm Surfers 3D" acompanha os dois surfistas numa grande aventura atrás das maiores e mais perigosas ondas da Austrália.
Apoiado pelas últimas tecnologias de video, este documentário apresenta imagens fabulosas e é de rezar que os cinemas comerciais em todo o mundo decidam passá-lo no grande ecrã.

Ross Clarke-Jones and Tom Carroll joined together to what is possibly one of the best films ever about big waves surfing.
"Storm Surfers 3D" follows the two surfers on a great adventure behind the biggest and most dangerous waves in Australia.
Backed by the latest video technology, this documentary features fabulous images and we pray that commercial theaters around the world decide to pass it on the big screen.


02 July 2012

Viagem ao fim do Mundo • Travelling to the ends of the Earth


Imaginas-te a surfar nos confins do mundo? Foi mesmo isso que um grupo de surfistas fez e ficou registado em "The Distant Shores".
O filme está pronto para download gratuito no site da Surfer, mas se não podes esperar mais, vê-o já aqui!
Do you imagine yourself surfing the edge of the world? That's what a group of surfers did and was recorded in "The Distant Shores."
The film is ready for free download on Surfer's website, but if you can't wait anymore, see it now here!

27 June 2012

Surf de piscina • Pool surf




Começou por ser a resposta dos países quentes e sem praia. As piscinas de ondas nasceram para trazer o mar às cidades. Mas onde há ondas, há pranchas de surf e rapidamente começaram a surgir novos projetos de e para surfistas.
Dubai, Japão, Espanha, todos com as suas piscinas, e a mais recente campanha da Globe que chegou mesmo a fazer a capa da Surfing.
Estaremos a chegar a um mundo onde as ondas e os sets são programados ao minuto, bem como a sua frequência e tamanho?
Durante décadas os surfistas sempre sucumbiram à vontade dos oceanos, afirmando: “isto não é como um ginásio”. Mas hoje poderemos estar à beira de bater na boca, porque está mesmo a tornar-se num ginásio.
Mas estaremos dispostos a perder aquela sensação especial de olhar para o horizonte, com o coração a bater, tentando reconhecer ao longe o set a formar-se? Estaremos dispostos a prescindir da sensação sensorial da força do oceano?
As piscinas de ondas podem ser um refúgio para quem não tem oportunidade de ir à praia, mas qualquer surfista não o é se não ganhar aquela ligação especial com o oceano. Uma ligação para a vida e que transforma o ser. Nenhuma piscina consegue fazer isso.

It began as the response of hot countries, with no beach. The wave pools were born to bring the sea to the cities. But where there are waves, there are surfboards and quickly began to emerge new projects from and for surfers.
Dubai, Japan, Spain, all with their pools, and the latest Globe campaign that even made the cover of Surfing.
Are we coming to a world where the waves and the sets are scheduled to the minute, as well as their frequency and size?
For decades, surfing has always succumbed to the will of the oceans, with surfers saying: "this is not like a gym." But today we may be on the verge of hitting our mouths, because it's really becoming a gym.
But are we willing to lose that special feeling of looking at the horizon, with heart pounding, trying to recognize at distance the set forming? Are we willing to dispense the sensory sensation of the force of the ocean?
The wave pools can be a refuge for those who have no opportunity to go to the beach, but a surfer is not a surfer if he doesn’t establish that special bond with the ocean. A link for life, that transforms the being. No pool can do that.

22 June 2012

A bela vida de Wilko • Wilko living the life


Matt Wilkinson postou o seu mais recente video no seu blog "Out2Brunch". Merece ver a vida fabulosa de Wilko...
Matt Wilkinson just posted his most recent video on his blog "Out2Brunch". Check out the fabulous life of Wilko...

21 June 2012

中国冲浪 (Surf chinês • Chinese surf)


E se o teu próximo destino de surf fosse a China?
Durante anos a Republica Popular da China esteve praticamente fechada a estrangeiros e os que entravam no país encontravam todo o tipo de resistência.
Mas há uns anos para cá, o país tem vindo a abrir-se ao turismo e os surfistas descobriram aqui um novo destino com ondas a descobrir.
A China não é propriamente um destino de surf com frequência de ondulação, como é, por exemplo, a Indonésia. O surgimento de ondas depende quase sempre de swells de vento provocados por tufões.
Essa inconsistência, resumida à época dos tufões, entre Julho e Setembro, aliado aos preços elevados para lá chegar, ainda não fizeram da China um destino de eleição. Mas se as condições forem favoráveis há certos spots, como Hainan, que podem ser um recreio de ondas fabuloso.
É certamente um destino a acompanhar se quiserem ter uma aventura diferente.
And if your next surf destination was China?
For years the People's Republic of China was virtually closed to foreigners and those who entered the country faced all kinds of resistance.
But from a few years ago, the country has been opening up to tourism and the surfers here have discovered a new destination to uncover new waves.
China is not exactly a surf destination with frequency of waves, as, for example, Indonesia. The emergence of the waves depends often from swells wind caused by hurricanes.
This inconsistency, summarized at the time of typhoons between July and September, coupled with high prices to get there, have not made China a destination of choice. But if conditions are favorable for certain spots, such as Hainan, which can be an awesome wave.
It is certainly a destination to follow if you want to have a different adventure.

20 June 2012

Um circuito mundial de ondas grandes? • A big wave world tour?


Big riders de todo o mundo convergiram em Fiji a 8 de Junho •  Big riders from all over the world got into Fiji at June 8 (photo©rioondas.com.br) 

Aconteceu no ano passado em Teahupoo e voltou a acontecer este ano em Cloudbreak. A previsão de swell de grandes proporções coloca surfistas e público, no local e em casa, num frenesim. Porém, quando o dia chega juízes, diretor de prova e representante de surfistas reúnem e a competição é adiada.
A última etapa do ‘CT levantou de novo a questão do porquê de não continuar e mostrar que os melhores do mundo são-no em quaisquer condições.
O “The Australian” questionou Kelly Slater sobre o facto e o 11x campeão do mundo parece ter a solução: um circuito separado de ondas grandes.
No caso de Fiji, quando o dia chegou, reuniram-se no local cerca de 30 big riders que voaram de propósito para a ilha, tendo a sessão sido transmitida pelo webcast.
Para Slater, “estes surfistas de ondas grandes e estes swells precisam de uma boa plataforma que suporte o que eles já estão fazendo e que documente este estilo de vida e os ajude mais.”
It happened last year at Teahupoo and it happened again this year at Cloudbreak. The major swell forecast puts surfers and audience, on-site and at home, in frenzy. But when the day comes judges, event director and surfers representative get together and the competition is delayed.
The last stage of the 'CT raised again the question of why not to continue and show that the best in the world are in any conditions.
"The Australian" questioned Kelly Slater about the fact and the 11x world champion seems to have the solution: a separate circuit of big waves.
In the case of Fiji, when the day arrived, it gathered at the site about 30 big riders who flew to the island on purpose, having the session transmitted via webcast.
For Slater, “These (big-wave) guys and these swells need a good platform that supports what they're already doing and someone to really document the whole lifestyle and help these guys out more."


19 June 2012

Sangue novo • Fresh blood



Jake Davis, Colt Ward e Kain Daly são actualmente três nomes incontornáveis do futuro do surf norte-americano.
Mas este mês, estes juniores largaram as terras do Tio Sam para seguir as pisadas de Colombo e conquistar a Costa Rica.
O vídeo é da Surfing e vale mesma a pena ver.
Jake Davis, Colt Ward and Kain Daly are currently three unavoidable names of the future of American surfing.
But this month, these juniors got out Uncle Sam’s country to follow in the footsteps of Columbus and conquer Costa Rica.
The video is from Surfing and it's worth seeing.

International Surfing Day - 6.20.12


Amanhã é o Dia Internacional do Surf. Já pensaram no que vão fazer?
Tomorow is the International Surfing Day. How are you going to celebrate it?

11 June 2012

Kelly conquista Fiji • Kelly conquest Fiji


(photo©Bielmann/SPL - Transworld Surf)
Duas ondas. Foi tudo o que bastou para Kelly Slater ganhar o Volcom Fiji Pro em Cloudbreak numa final de gerações que opôs o 11x-campeão mundial ao fenómeno de 18 anos Gabriel Medina.

Com um 8.33 e um 9.83, Slater finalmente venceu Medina, uma vez que em todos os heats man-on-man em que se encontraram o surfista brasileiro sempre levou a melhor. Até ontem.

Apesar de ter falhado a etapa do Brasil, devido a uma lesão no pé (embora muitos especulem que o atleta preferiu ir mais cedo para Tavarua afim de treinar para este evento), a vitória em Fiji transporta-o de 8º para 2º lugar no ranking geral.

Também Gabriel Medina consegue deste modo o seu melhor resultado do ano até agora, passando da 29ª para a 13ª posição.

Quem também saiu a lucrar com a prova de Fiji foi Mick Fanning que, saindo desta prova com um 3º lugar, salta para a liderança do campeonato.

Mas tudo encontra-se em aberto, com vários surfistas a alinharem-se como favoritos ao título mundial de 2012, à medida que caminhamos para a etapa em Teahupoo, entre 16 e 27 de Agosto.

De acordo com os responsáveis da Volcom, o Fiji Pro estará de regresso em 2013.

(photo©Bielmann/SPL - Transworld Surf)
Two waves. That was all it took Kelly Slater to win the Volcom Fiji Pro at Cloudbreak in a generation final that opposed the 11x world champion and the 18 years old phenomenon Gabriel Medina.

With a 8.33 and a 9.83 Slater finally beat Medina, since in every man-on-man heats were the two met the surfer Brazilian always won. Until yesterday.

Despite missing the event in Brazil, due to a foot injury (although many speculate that the athlete preferred to go early to Tavarua in order to train for this event), the victory in Fiji carries Slater from 8th to 2nd place in the general ranking.

Also Gabriel Medina got his best result so far this year, moving from 29th to 13th position.

Who also profit from the Fiji event was Mick Fanning: with this 3rd place he goes directly into the championship lead.

But everything is open, with many surfers lining up as favorites for the 2012 world title, as we move to the Teahupoo stop, 16-27 August.


According to Volcom, the Pro Fiji will return in 2013.

08 June 2012

Raoni: Fera brasileira • Raoni: Brazilian beast


Raoni mostrou as garras  •  Raoni showed his claws 
Raoni Monteiro, no último heat do round 2, mostrou ontem a garra brasileira e porque merece estar na elite mundial, ao atirar-se numa onda monstruosa.
O surfista não conseguiu concluir a mesma e a aventura resultou numa rotura de ligamentos no joelho.
Apesar disso, a coragem do surfista valeu-lhe uma ovação dos seus pares, quer nos barcos que se encontravam no canal, quer ao chegar à ilha.
Para ver a onda de Raoni, consultem os heats-on-demand.
O mar ontem cresceu para além-limite, para excitação dos melhores surfistas do mundo. Joel Parkinson captou um desses momentos, como podem assistir no vídeo em baixo.
Raoni Monteiro, in the last heat of Round 2, showed his Brazillian claws yesterday and why he deserves to be among world´s surfing elite, after throwing himself into a monster wave.
The surfer was unable to complete the wave and the adventure resulted in hyper-extended ligament in his knee.
Nevertheless, his courage earned him a standing ovation from his peers, whether from the boats in the channel, either when he reached the island.
To see the Raoni’s wave, check out heats on demand.
The sea yesterday in Fiji has grown beyond the limit, for the thrill of the best surfers in the world. Joel Parkinson has captured such a moment, as you can watch in the video below.

Fiji peso pesado • Heavyweight Fiji


Bede Durbidge, em conjunto com Kai Otton, saíram vitoriosos do final da 2ª ronda
(photo
© ASP) 

As expectativas eram altas e Fiji respondeu. Ao sexto dia do período de espera, Neptuno acordou e trouxe ondas a rondarem os 12 a 16 pés (3 a 5 metros) para Cloudbreak.
Porém, o vento não colaborou e as condições apenas permitiram a conclusão do round 2, com a realização dos dois heats que faltavam.
Hoje (sexta-feira, em Portugal) será feito novo call (por volta das 21h, hora portuguesa) para possível arranque da terceira ronda. Aqui ficam os heats.
Expectations were high and Fiji responded. On the sixth day of the waiting period, Neptune agreed and brought waves prowl around 12 to 16 feet (3-5 meters) to Cloudbreak. But the wind did not cooperate and conditions only allowed the completion of round two, with the conclusion of the two heats that were missing. Today there will be another call for possible start of the third round. Here are the heats.

VOLCOM FIJI PRO ROUND 3 MATCH-UPS:
Heat 1: Taj Burrow (AUS) vs. Bede Durbidge (AUS)
Heat 2: John John Florence (HAW) vs. Adrian Buchan (AUS)
Heat 3: Josh Kerr (AUS) vs. Damien Hobgood (USA)
Heat 4: Mick Fanning (AUS) vs. Tiago Pires (PRT)
Heat 5: Alejo Muniz (BRA) vs. Gabriel Medina (BRA)
Heat 6: Joel Parkinson (AUS) vs. Mitch Coleborn (AUS)
Heat 7: Kelly Slater (USA) vs. Fredrick Patacchia (HAW)
Heat 8: Jeremy Flores (FRA) vs. Heitor Alves (BRA)
Heat 9: Owen Wright (AUS) vs. Brett Simpson (USA)
Heat 10: Jordy Smith (ZAF) vs. C.J. Hobgood (USA)
Heat 11: Julian Wilson (AUS) vs. Miguel Pupo (BRA)
Heat 12: Adriano de Souza (BRA) vs. Kai Otton (AUS)

04 June 2012

De volta ao sonho • Back to the dream

Fiji: o céu na terra • Fiji: heaven on earth

O Tour está de volta às Fiji para felicidade de todos. Depois do afastamento do circuito daquela parte do globo, em grande parte devido a problemas de segurança, os melhores surfistas do mundo voltaram a pisar as areias de Tavarua.

E até o mar veio marcar presença. E que presença! Com o round 1 e 2 quase concluídos (à excepção dos dois últimos heats da segunda ronda), todos se preparam para quinta e sexta-feira (datas locais), quando a previsão mostra a chegada de um swell de grande dimensão.

Quem não se lembra da prova de Teahupoo do ano passado, quando a competição deu lugar a uma sessão de tow-in lendária?

Em Fiji as expectativas estão altas e conta-se que o mar esteja surfável. Se não em Cloudbreak, que seja em Restaurants.

A ajudar à festa estarão alguns dos nomes considerados como os melhores surfistas em Fiji: os irmãos Hobgood e Kelly Slater. Mas poderão haver surpresas…

 

 The Tour is back to Fiji for the happiness of all. After removing of the circuit out of that part of the globe, largely due to security problems, the world's best surfers step again into the sands of Tavarua.

And even the sea came up to attend. And what a presence! With round 1 and 2 almost completed (except for the last two heats of the second round), all are preparing for Thursday and Friday (local dates), when the forecast shows the arrival of a large swell.

Who does not remember the event in Teahupoo last year, when the competition given place to a legendary tow-in session?

In Fiji the expectations are high and it is said that the sea will be surfable. If not in Cloudbreak, maybe in Restaurants.

Joining the party are some of the names considered as the best surfers in Fiji: the Hobgood brothers and Kelly Slater. But there may be surprises ...


29 May 2012

Sagres Surf Culture in Portugal


Event Poster ©Lars Jansen 
O Sagres Surf Culture realizou-se no passado fim-de-semana na vila algarvia de Sagres, reunindo vários artistas, designers, produtores, fotógrafos, escritores, músicos e ilustradores que têm no seu trabalho um denominador comum: o Surf.

O evento assumiu-se como um espaço inédito de exposição, reflexão e debate em torno deste desporto que cresce cada vez mais em Portugal.
  
The SagresSurf Culture was held in the past weekend in the Sagres, Algarve, bringing together artists, designers, producers, photographers, writers, musicians and illustrators who have in their work a common denominator: Surf.

The event was seen as an innovative space for exhibition, reflection and debate on this sport that is growing increasingly in Portugal.







Exhibition ©Lars Jansen

Sam Alone & The Gravediggers concert ©Lars Jansen

Exhibition ©Lars Jansen

Gonçalo Mar detail ©Lars Jansen

Mário Belém work ©Lars Jansen

Lecture ©Lars Jansen

Paulo Arraiano e Gonçalo Mar working ©Lars Jansen

Ricardo Bravo and his work ©Lars Jansen

Stuck photos ©Lars Jansen

28 May 2012

Tiago Pires em free surf brasileiro • Tiago Pires in brazilian free surf


Tiago Pires aproveitou o máximo do Brasil para pôr o surf no pé, sem esquecer uma torcida no jogo do Vasco da Gama. Aqui fica o video.

Portuguese surfer Tiago Pires took the most out of Brasil to improve his surf, and going to Vasco da Gama game. Here is the video.



Meninas em França • Girls on France



As meninas preparam-se para invadir Hossegor, em França, para o Swatch Girls Pro France, etapa de seis estrelas a decorrer entre 30 de Maio e 3 de Junho.
O evento irá contar com nomes bastante conhecidos, como local Pauline Ado, Coco Ho, Courtney Conlogue e Bethany Hamilton. A não perder!



The girls are preparing to invade Hossegor, France, for the Swatch Girls Pro France, six stars event between 30 May and 3 June.
The competition will feature well known names such as local Pauline Ado, Coco Ho, Courtney Conlogue and Bethany Hamilton. Do not miss!




Owen e a sua habilidade especial • Owen and his special skill

(photo: ©Dragon) 

Owen Wright em entrevista ao Triple J fala sobre o seu surf e a sua outra habilidade... 


Owen Wright in interview on Triple J talks about his surf and his other skill... 

22 May 2012

Barbie Stephanie


Stephanie @Vogue


A revista Vogue foi a mais recente incursão da 3x campeã mundial Stephanie Gilmore no mundo da moda.
Depois de um ano de 2011 bastante conturbado, onde a surfista andou numa “soul searching”, Gilmore parece estar agora bem mais focada na sua carreira, quer em termos competitivos, quer no retorno para o seu novo patrocinador. Depois de vários anos com a Rip Curl, Stephanie Gilmore é agora a cara mais visível da Quiksilver.
As reportagens fotográficas da campeã mundial não são novidade, tendo já passado pela Cooler Magazine ou ESPN.

 •

Vogue Magazine was the latest incursion of the 3 time world champion Stephanie Gilmore in the fashion world.
After a very turbulent year of 2011, where the surfer was "soul searching", Gilmore seems to be now much more focused on his career, either competitively or in the return for his new sponsor. After several years with Rip Curl, Stephanie Gilmore is now the most visible face of Quiksilver.
The photographic reports of the world champion are not new, having already passed by the pages of Cooler Magazine and ESPN.





16 May 2012

Primeiro gosto de vitória em 'CT • First taste of 'CT victory


John John Florence venceu o seu primeiro evento ASP, ganhando a Joel Parkinson na final do Billabong Pro Rio, na Barra da Tijuca.

Florence, um estreante no WCT este ano, foi imparável terminando com as aspirações de vitória de surfistas como Julian Wilson ou Josh Kerr.

O surfista havaiano é agora n º 6 no ranking mundial, quando nos aproximamos do evento em Fiji, que decorrerá entre 3 e 15 de Junho.

"Isto ajuda minha confiança", disse Florence. "Estou muito confiante em ir a eventos com ondas tubulares como Pipe. Obviamente, que tenho muita experiência em tubos, mas chegando aqui, eu não estava à espera de um grande resultado. Apenas esperava passar algumas baterias. "

Quanto a Parkinson, apesar do seu bom desempenho nos quartos-de-final e semifinais, foi incapaz de encontrar o ritmo contra Florence na última bateria do evento e terminou em segundo lugar.

John John a ser levado em ombros pela primeira vez no 'CT • John John being caried for the first time in the 'CT
(photo ©ASP)


John JohnFlorence won his first ASP event, taking out Joel Parkinson in the final of Billabong Rio Pro, at Barra da Tijuca.

Florence, a rookie on this year’s WCT, was unstoppable ending victory aspirations of surfers like Julian Wilson or Josh Kerr.

The Hawaiian surfer is now No. 6 on the world ranking, as we approach the Fiji event, from June 3 through 15, 2012.

“This helps my confidence so much,” Florence said. “I have a lot of confidence going into events with barreling waves like Pipe. Obviously I have a lot of confidence in barrels from my experience at Pipe, but coming here, I wasn’t expecting a big result. I was just hoping to make a few heats.”

As for Parkinson, in spite a good performance trough the quarters and semis was unable to find a rhythm against Florence and finished runner-up.

Tiago Pires em 5º no Rio Pro • Tiago Pires gets 5th in Rio Pro


Tiago Pires sobe no ranking ASP • Tiago Pires jumps forward in the ASP ranking
(photo ©RICARDO BRAVO)
Tiago Pires conseguiu um 5º lugar no Billabong Rio Pro. O surfista mais conceituado de Portugal conseguiu chegar aos quartos-de-final da prova, sendo apenas travado por um muito motivado Joel Parkinson.

Este é o melhor resultado alcançado por Tiago este ano, impulsionando-o no ranking geral.

No que diz respeito à performance do surfista português, as atenções viram-se agora para a paragem em Fiji, uma vez que Tiago sempre mostrou dar-se bem em ondas mais tubulares, como foi o caso do resultado alcançado na Indonésia em 2008.

O tour mundial vai estar em Tavarua, Fiji, entre 3 e 15 de Junho.


Tiago Pires got a 5th place in the Billabong Rio Pro. The most renowned surfer of Portugal managed to reach the quarter-finals of the competition, just being caught by a very motivated Joel Parkinson.

This is the best result achieved by Tiago this year, boosting him in the overall ranking.

As for  the performance of the Portuguese surfer, attentions are now on the stop in Fiji, since Tiago has always shown to do well in most tubular waves, as was the case of the result achieved in Indonesia in2008.

The world tour will be in Tavarua, Fiji, between 3 and 15 June.



15 May 2012

Uma boleia cara • An expensive ride


Gabriel Medina protagonizou um dos episódios mais polémicos do Billabong Rio Pro, ao perder cedo no round 2, após ter recorrido à assistência da mota de água, sem que a mesma estivesse autorizada para tal.

Medina havia perdido a prancha e, depois de uma séria remada em condições difíceis na Barra da Tijuca, subiu à mota para ser levado de volta ao lineup. O condutor avançou com o surfista, mas logo o speacker avisou que não era autorizado e que teria que voltar para a praia, de modo a remar para o outside.

A verdade é que a prestação de Medina, já aquém do que nos tem habituado, sofreu mais um revés com o seu regresso à praia. E o surfista acabou mesmo por perder o heat contra o wildcard brasileiro Peterson Crisanto.

A dúvida permaneceu sobre se o surfista estaria avisado de que a ronda decorreria sem assistência de mota de água ou se deveria sabê-lo, ou, se por outro lado, o condutor deveria de ter conhecimento de que não poderia auxiliar os surfistas e não ter levado Medina.

No final do heat a revolta de Medina era latente. No Twitter o surfista chegou mesmo a escrever: @aspworldtour é perfeita! Muito obrigado por ter essas regras, vocês sempre estão certos, sempre!!! #agradeço. Isso só me dá vontade de parar de competir!!! Valeu @aspworldtour


Apesar da sua recente vitória no WQS em Trestles, esta é a segunda vez neste ano competitivo que Medina fica pelo segundo round, bem longe das expectativas que criou com a sua entrada no circuito no ano passado.


Gabriel Medina led one of the most controversial episodes of the Billabong Pro Rio, losing early in the second round, after resorting to the jetski assistance, not being authorized to do so.

Medina had lost the board and, after a serious swim in difficult conditions at Barra da Tijuca, he got on the jetski to be taken back to the lineup. The driver advanced with the surfer, but soon the speacker warned that it was not authorized and he had to return to the beach, to paddle to the outside.

The truth is that Medina, already short of what he accustomed us, suffered another setback with his return to the beach. And the surfer ended up losing the heat against Brazilian wildcard Peterson Crisanto.

The question remained whether the surfer was told that the round wouldn’t have jetski assistance or should know it, or if, on the other hand, the driver should have been aware that he couldn’t help surfers and not take Medina.

At the end Medina was revolted with the situation. On Twitter he even wrote: @ aspworldtour is perfect! Thank you for having these rules, you are always right, always! # thank you. That just makes me want to stop competing! Thanks @ aspworldtour


Despite his recent victory at the WQS in Trestles, this is the second time this year that  Medina looses in the second round, well away from the expectations created with his entry to the asp circuit last year.

14 May 2012

Sally um passo mais perto • Sally a step closer


Sally Fitzgibbons venceu mais uma etapa do circuito mundial de surf, ao vencer Coco Ho na final do Rio Pro.

O resultado final não podia ser mais renhido: 14.10 contra 14.03.

O burburinho desta etapa feminina esteve nas parcas condições em que a prova decorreu, i.e. meio metro de onda onde até as melhores do mundo tiveram dificuldades em andar.

A maior surpresa desta etapa foi protagonizada pela havaiana Alessa Quizon, de 18 anos, um wild-card que teve uma presença muito forte que lhe assegurou presença nas semifinais.

Happy Sally
©aspworldtour


Sally Fitzgibbons won another World Tour event, against Coco Ho in the final of the Rio Pro.

The end result could not be more fierce: 14.10 against 14.03.

The buzz at this stage in the female event was the meager conditions in which the race took place, i.e. half meter waves where even the best in the world had trouble surfing.

The biggest surprise of this stop was led by Hawaiian Alessa Quizon, 18, a wild-card that had a very strong presence that assured her presence in the semifinals.

08 May 2012

Exclusive | Íthaka: Gosto de Mar • Íthaka: Taste of Sea


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Músico, artista plástico, escritor, fotógrafo e surfista, Íthaka é um nome incontrolável na cena artística mundial.
Nascido nos Estados Unidos, fez do Mundo a sua casa e criou raízes por todos os países por onde passou: Japão, Grécia, Portugal e Brasil.
Começou cedo na fotografia, mas rapidamente envergou noutras áreas de expressão como a escultura e a música. Tendo sempre o surf presente na sua vida.
Íthaka falou para o SURFOLOGY e contou essa relação especial que tem com o mar e o surf.
Descubram o artista que é surfista… ou será o surfista que é artista…? Aqui fica a conversa e o passeio por entre as várias formas de arte de Íthaka.
 
Musician, sculptor, writer, photographer and surfer, Íthaka is an unavoidable name in the world art scene.
Born in the United States, he took the world as his home and took roots in all the countries he has lived: Japan, Greece, Portugal and Brazil.
Began early in photography, but quickly went into other areas of expression such as sculpture and music. Having surf always present in his life.
Íthaka talked to SURFOLOGY about that special relationship with the sea and surf.
Discover the artist who is a surfer... or is it the surfer who is an artist ...? Here is that conversation and we invite you to take a walk among the various art forms of Íthaka.


Quando e como entrou o surf na tua vida?
Nasci em Orange County, no Sul da Califórnia. Não vivia muito perto do mar, mas todos os dias quando passava à frente da loja de conveniência no meu caminho para a escola, costumava ver as capas da Surfer e da Surfing. Estavam ali, a olhar para mim. A primeira capa de que me lembro tinha o Mark Richerds em Avalon, na Austrália. Despertou mesmo o meu interesse. Tornei-me fã de surf muito antes de começar a surfar.
Comecei a fazer bodyboard durante o verão quando ainda era muito novo, mas apenas comecei a fazer surf quando tinha 12 anos.
O pai de um amigo meu era construtor e estava a construir um hotel em Maui chamado Maui Islander, e convidaram-me para ir com toda a família para passar as férias da Páscoa em Lahaina. Um dia alugámos um barco e fomos até Honolua Bay. Foi aí que vi mandarem tubos pela primeira vez, numa prespectiva vista da água. Estavam cerca de dois metros e completamente perfeito. Não queria acreditar no que estava a ver, surfistas a fazerem tubos de 5-6 segundos, era incrível. Soube que era aquilo que eu queria fazer. No dia seguinte alugámos pranchas e tentámos surfar perto do porto de Lahaina. Levei dois dias a conseguir pôr-me em pé em cima da prancha como deve ser.
Desde aí nunca mais estive fora do oceano mais do que algumas semanas. Aliás, da última vez que estive em Maui fiquei exactamente no Maui Islander, que é neste momento um velho hotel low-budget com muito má manutenção. Por isso, já faço surf há muito tempo.

O que significa o surf para ti?
O surf faz com que tudo o resto na minha vida faça sentido. Estou ocupado com várias áreas de trabalho diferentes e adoro fazer todas elas, mas aquilo que estou sempre à espera é a minha próxima surf trip.
O Surf é o factor motivador da minha existência. E ajuda a minha sanidade a um nível diário.

Íthaka at Rocky Point

O surf é parte integrante do teu trabalho. Como consegues conciliar o desporto na tua arte e na tua música?
A arte e a música são como um espelho surrealista da minha jornada e como o surf é uma grande parte da minha vida diária no planeta Terra ele torna-se parte de praticamente tudo o que faço em termos artísticos.
E porque o surf é base fundamental das criações em si, não preciso de me focar nele numa maneira superficial.
As letras que tenho sobre surf, excepto alguns exemplos mais directos como "I RIDE" e "SEABRA IS MAD", são muito indirectas e encobertas. E as minhas peças de escultura contemporâneas muito raramente representam os oceanos ou as ondas embora sejam construídas a partir de pranchas de surf recicladas.
São principalmente no seu interior, no seu core.

Quando viaja arranja desculpa para ir surfar?
Normalmente escolho locais que tenham ondas, cultura e natureza. Durante os últimos anos tenho estado cada vez mais intrigado com a Natureza. Costumo fazer longas caminhadas na Mata Atlântica, perto do meu estúdio de gravação. Mas na realidade, se procurarmos bem, a maioria dos locais que têm bom surf tem uma história fascinante e vida animal, mas temos que tirar proveito dos dias flat e entregarmo-nos à exploração. Fico completamente espantado com os surfistas que já estiveram em Marrocos múltiplas vezes, mas nunca viram Marrakesh… ou com pessoas que já foram ao Perú mas nunca estiveram em Machuu Pichuu, etc. Absurdo.

Qual a sua surftrip de sonho?
Há algumas ilhas no sul do Atlântico que tenho estado a observar. Espero lá ir nos próximos meses. Quero definitivamente achar algumas ondas que ninguém ainda surfou.
Também quero voltar muito à Madeira. Já estive lá cerca de três vezes e tem ondas ótimas, é um sítio muito bonito.

Qual a primeira palavra que vem à cabeça quando ouve falar de "surf"?
Azul


When and how surf became part of your life?
I was born in Orange County in Southern California. I didn't live very near the ocean, but everyday when I passed a convenience store on the way to school I saw the covers of Surfer and Surfing magazines staring at me in the face. The very first cover I remember was one of Mark Richards at Little Avalon, Australia. It really ignited my interest. I became a fan of surfing a long time before I actually began surfing.  I'd started bodyboarding during the summers from a pretty young age, but I only began to surf on my feet when I was twelve years old. The father of a friend of mine was a hotel builder and was constructing a hotel on Maui called the Maui Islander, he invited me along with the rest of the family to spend Easter vacation there in Lahaina. One day we rented a boat and went into Honolua Bay. It was there that I saw people really getting barreled for the first time from the water/side perspective. It was about two-meters and absolutely perfect. I couldn't believe what I was witnessing, people getting 5-6 second tube rides, it was unbelievable. I knew then that's what I wanted to be doing. The very next day we rented boards and started trying to surf near the Lahaina Harbor. It took me two days to stand up properly.
Since then I have never been out of the ocean for more than a few weeks at a time at the most. The last time I was on Maui I actually stayed at the Maui Islander. It is now a badly maintained low-budget older ghetto hotel. I've been surfing a long time now.

What does surf mean to you?
Surfing makes everything else in my life make sense. I'm busy with a few different areas in my career and I love doing all of them, but the thing I'm always looking forward to most is my next surf trip. Surfing is the motivating factor in my existence. And helps me keep sane on a daily level.

Surf is part of your work. How can you reconcile the sport with your art and music?
The art and music are kind of a surreal mirror of my journey
and because surfing is such a big part of my everyday life here on planet earth it becomes part of pretty much everything I do artistically.
And because it's the fundamental base of the creations themselves,
I don't need to focus on surf on a superficial capacity. 
The lyrics I have about surfing, except for a few direct examples like "I RIDE" and "SEABRA IS MAD" are very indirect and undercover. And my finished contemporary sculpture pieces very rarely specifically represent the ocean or waves even though they are made from recycled surfboards. 
It's mostly on the inside, the core.



When you travel do you find excuses to go surfing?
I usually choose places that have waves, culture and nature. During these recent years I am finding myself more and more intrigued with nature, I go on massive jungle hikes here in the Atlantic Rainforest near my studio. But realistically if you look hard enough, most places that have good surf also have a fascinating history and animal life, but you have to take advantage of the flat days and explore. I'm completely amazed with surfers that have been to Morocco multiple times and never seen Marrakesh...or people that have been to Peru and never been to Machuu Pichuu etc. Absurd.

What’s your dream surftrip?
There are a few islands in the southern Atlantic that I have been looking at.
I'm hoping to go within the next several months. I definitely want to find some waves that nobody has ever surfed. 
I also really want to return to Madeira. I've been there about three times and have gotten great waves, such a beautiful place.

What’s the first word that comes to your mind when you hear talking about surf?
BLUE.





"Almas Gemeas"
"Caruju"

"Lure"

"Rio"